Os preços ao consumidor no Chile subiram 0,2% em maio, em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Em 12 meses, a inflação desacelerou para 3,9%, ante 4% em abril. O resultado ficou abaixo da previsão de economistas consultados pela Reuters, que esperavam uma alta mensal de 0,4%. A desaceleração do índice ocorreu após um avanço de 1,3% registrado no mês anterior. Nove dos 13 setores pesquisados apresentaram queda de preços no mês, com destaque para alimentos e bebidas não alcoólicas, cujos preços recuaram 0,8%, segundo o INE. "Os aumentos de preços nos setores de habitação e serviços básicos se destacaram, assim como a alta nos transportes", afirmou o instituto de estatísticas do país em comunicado. A taxa anual de inflação permanece no limite superior da meta do Banco Central do Chile, que varia entre 2% e 4%. A autoridade monetária manteve a taxa básica de juros em 4,5% em abril, diante das preocupações com os preços dos combustíveis e das incertezas decorrentes do prolongamento da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. — Foto: Bloomberg