As seleções favoritas nem sempre confirmam o roteiro esperado na Copa do Mundo. Um estudo realizado pelo professor de matemática Victor Martins Maimone, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), revela que as zebras podem ocorrer 2,2 vezes mais no mundial do que nos campeonatos nacionais. São elas que derrubam os melhores times e avançam além do previsto. No estudo, o professor comparou as últimas três edições da Copa do Mundo com as mais recentes temporadas de ligas nacionais de Brasil, Inglaterra, Alemanha, França, Itália e Espanha. No levantamento, somente os 90 minutos de partida foram levados em consideração, o que excluiu prorrogação e pênaltis. A conclusão apontou que, na Copa do Mundo, as zebras ocorrem em 15,8% dos casos, enquanto nos campeonatos nacionais esse índice cai para 7,2%. Para Maimone, o curto período de preparação e a falta de entrosamento entre as equipes favorecem a ocorrência de zebras na competição. Isso contrasta com as ligas nacionais, onde o trabalho contínuo reduz a frequência de resultados inesperados. "A Seleção vai ficar junta por 10 dias [até o primeiro jogo], enquanto os jogadores em um clube ficam junto por 10 meses, pelo menos", afirmou o professor. Outro ponto ressaltado pelo especialista é que as seleções favoritas são geralmente escolhidas a partir da expectativa dos torcedores. Isso, na visão de Maimone, não é "concreto com a realidade". Para ele, em campeonatos nacionais os favoritos são decididos através da observação da performance semana após semana, o que ele classifica como “eficaz”. Já na Copa do Mundo, os favoritos são definidos com base na camisa e na performance individual nos clubes. “E é muito menos eficaz você definir favoritos assim. É, por isso que, quando você define favoritos assim, você erra mais.” *Estagiária sob supervisão de Diogo Max
Por que as zebras são duas vezes mais prováveis na Copa do Mundo
Falta de entrosamento e curto período de preparação contribuem para resultados inesperados











