O grupo extremista Boko Haram libertou centenas de mulheres e crianças que tinham sido sequestradas no início deste ano em Ngoshe, uma aldeia no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, avançaram neste domingo responsáveis locais citados pela Agence France-Press (AFP).O número exacto de pessoas libertadas, contudo, é incerto. Samaila Kaigama, presidente da organização juvenil Borno South Youth Alliance (Bosya), anunciou a libertação de 416 mulheres e crianças e, à AFP, Mohammed Ali Ndume, senador do Borno, confirmou o mesmo número. No entanto, a France 24, com base num comunicado das Forças Armadas nigerianas, noticia que houve uma operação de resgate militar que permitiu a libertação de 360 pessoas mantidas em cativeiro pelo Boko Haram.Não é, porém, claro se o comunicado se refere ao mesmo grupo de reféns mencionado pelos responsáveis locais, ainda que, o facto de as pessoas referidas na notícia da France 24 serem provenientes de várias comunidades da zona de Ngoshe, indicie tratar-se da mesma ocorrência. As circunstâncias em que ocorreu a libertação também permanecem desconhecidas. A Bosya, que terá servido de intermediária entre os sequestradores e as famílias das vítimas, não divulgou detalhes sobre o processo.Os sequestrados, avança a France 24, encontravam-se detidos em condições desumanas e as autoridades militares terão conduzido “operações psicológicas” para gerar desconfiança entre os membros do Boko Haram.Daniel Bwala, porta-voz do Presidente nigeriano, Bola Tinubu, revelou nas redes sociais que dois bebés morreram devido ao desgaste provocado pelo prolongado período de cativeiro em condições adversas.