Quando Nick Rappolt desembarcou em São Paulo pela primeira vez, em novembro de 2023, ele não tinha nada a ver com o futebol brasileiro, esporte que agora, dois anos e meio depois, virou quase uma obsessão em sua vida.
Mas o empresário não quer saber do resultado dos jogos, da escalação dos times, e sim como arrumar posições em clubes profissionais para jogadores que não passam pelas tenebrosas peneiras, e acabam desistindo do sonho de uma vida inteira porque um time, ou uma pessoa, não as escolhe .
Rappolt tem um sonho improvável, mas não por isso impossível: usar a inteligência artificial para criar empregos, especificamente empregos como jogadores de futebol profissionais para jovens que tenham talento e garra para enfrentar os treinos, disciplina e vontade de vencer, mas que, por uma dessas coisas da vida, ficam de fora da lista dos olheiros ou das peneiras, métodos usados pelos clubes para selecionar jogadores e montar seus elencos.
O britânico de 50 anos, formado em filosofia e economia, se rebelou cedo contra os empregos formais que apareciam em seu caminho. "Eu não queria usar terno e gravata e passar o dia inteiro em um escritório", contou ele em uma conversa na Soho House de São Paulo, um clube privado para pessoas que querem conhecer gente e ter um lugar agradável para trabalhar, fazer exercícios, nadar, comer bem e passar o dia.











