[RESUMO] Livro publicado em inglês, que já surge como um clássico, detalha o profundo vínculo dos países sul-americanos com a Copa do Mundo, que surgiu em 1930 sob o impacto da admiração provocada pelo time do Uruguai. Quase um século depois, a maior edição do Mundial ressalta uma série de mudanças nas seleções da região, inclusive no Brasil, que tenta reafirmar sua soberania após 24 anos sem erguer a taça.
Tim Vickery e Mark Biram lembram, em um livro novo, que a América do Sul vive as Copas do Mundo como ninguém. Apesar de idealizada pelo francês Jules Rimet, a Copa é uma ideia essencialmente sul-americana. Ganhou viabilidade com o Campeonato Sul-Americano, inaugurado em 1916, e tornou-se inevitável graças ao deslumbramento causado pelos uruguaios nas Olimpíadas de 1924 e 1928.
Em Paris ficou demonstrado, e em Amsterdã ficou óbvio, que o futebol havia se tornado grande demais para as Olimpíadas. Na final de 1924, 60 mil pessoas se apertavam nas arquibancadas para ver o Uruguai derrotar a Suíça por 3 a 0. O futebol já era tão imenso que precisava ser disputado em um calendário próprio, anterior em um mês à abertura dos Jogos.
Na imprensa da época, reiteraram-se variações mais ou menos estupefatas de perguntas que não cessaram de ser feitas ao longo de cem anos: qual o mistério desse jogo que proíbe o uso dos membros com os quais somos mais hábeis e apequena, em popularidade, os nobres esportes herdados dos antigos?













