Vilnius, na Lituânia — com os seus espaços verdes, qualidade de ar, ruas onde é fácil caminhar, trilhos nas florestas, nadar no rio ou nos lagos, noites tranquilas e com temperaturas amenas no Verão —, é o melhor destino urbano para quem quer ter boas noites de sono. Esta foi a conclusão a que chegou Laura Bojarskaitė, neurocientista e especialista em sono, após ter analisado vários estudos científicos que revelam como os ambientes urbanos influenciam a qualidade do sono.“Do ponto de vista da neurociência, as cidades influenciam o sono mais do que muitas pessoas imaginam. Os nossos cérebros reagem constantemente a sinais ambientais”, explica a também investigadora da Universidade de Oslo. “O ruído crónico, a luz artificial intensa, a sobrelotação, o stress, as longas deslocações e os estilos de vida ‘sempre ligados’ mantêm o sistema nervoso num estado de alerta constante e dificultam a transição completa para um sono reparador”, prossegue.Mas, afinal, o que é uma cidade amiga do sono? “É uma cidade cujo ambiente e estilo de vida favorecem um sono saudável, em vez de o perturbarem constantemente. Não se trata apenas de silêncio à noite, trata-se da forma como toda a cidade influencia o nosso cérebro, o sistema de resposta ao stress, o ritmo circadiano e a capacidade de recuperação”, explica a também especialista em sono.As cidades mais amigas do sono partilham, então, várias características importantes, refere a neurocientista, entre as quais níveis mais baixos de poluição sonora e luminosa; boa qualidade do ar; acesso a espaços verdes e à natureza, facilidade para caminhar e oportunidades para actividades físicas diárias. Importantes também são os ambientes mais seguros e tranquilos que reduzem o stress crónico, vida nocturna menos intensa e menos estímulos, temperaturas nocturnas confortáveis e forte foco na saúde e bem-estar públicos.
Cidades amigas do sono: Vilnius lidera
Além da capital da Lituânia, estão no top Dresden, Varsóvia, Poznan e Riga. Os espaços verdes, a qualidade do ar, as temperaturas amenas nas noites de Verão justificam a escolha, diz neurocientista.









