No início do século 20, o parto nos Estados Unidos era muito diferente do que encontramos hoje na maioria das maternidades. Muitos partos hospitalares envolviam o "sono crepuscular", um coquetel de medicamentos que deixava a mulher inconsciente. Se ela começasse a se debater, como frequentemente acontecia, podia ser amarrada à cama. Não havia nenhum ente querido no quarto para defendê-la, e ela não tinha voz no processo. Apenas drogas e desorientação.

A maioria de nós olha para essa época com arrepio. É difícil imaginar como aceitamos uma prática assim como padrão. Às vezes me pergunto se minhas netas terão reação semelhante quando olharem para trás e souberem como nosso sistema de saúde trata a menopausa hoje.

Assim como as mulheres que eram sedadas para seus partos, as mulheres que passam pela menopausa têm uma chance alarmantemente alta de receber um atendimento que as decepciona completamente.

Eis uma cena que se repete regularmente: uma mulher entra no consultório médico com um conjunto de sintomas cada vez mais debilitantes —sono destruído, dor nas articulações, coração acelerado, memória falhando— e sai sem diagnóstico, sem tratamento e sem um plano.

Talvez você a conheça. Talvez você já tenha passado por isso. Quase 1 em cada três mulheres norte-americanas com mais de 40 anos experimenta sintomas severos de menopausa, sintomas que podem ser graves o suficiente para atrapalhar a vida cotidiana.