PUBLICIDADE Mostra no Museu do Samba reúne telas, instalações e peças artesanais em tributo a mulheres que marcaram a história do gênero A mostra “Guardiãs do Samba”, em cartaz no Museu do Samba — Foto: Divulgação/Thaís Brum RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 19:42 "Exposição 'Guardiãs do Samba' Celebra Mulheres Icônicas no Museu da Mangueira" A exposição "Guardiãs do Samba" no Museu do Samba, Mangueira, homenageia mulheres como Dona Zica, Elza Soares e Tia Ciata, destacando seu impacto no samba. Com obras de Aninha Portal, a mostra inclui 53 telas, luminárias e peças artesanais, abordando temas como feminicídio e consciência ambiental. A exposição, em cartaz até 27 de junho, celebra tanto ícones históricos quanto novas gerações do samba. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Nomes como Dona Zica, Elza Soares, Tia Ciata, Beth Carvalho e Dona Ivone Lara ganham destaque na exposição “Guardiãs do Samba”, em cartaz no Museu do Samba, na Mangueira, Zona Norte do Rio. A mostra da artista plástica, artesã, cantora e compositora Aninha Portal homenageia mulheres que ajudaram a construir a trajetória do samba dentro e fora das rodas. Em cartaz até 27 de junho, a exposição reúne 53 telas, além de luminárias, móveis customizados, instalações e peças artesanais criadas com materiais reaproveitados. O trabalho destaca não apenas o legado cultural das homenageadas, mas também pautas como o combate ao feminicídio, a valorização das mulheres sambistas e a consciência ambiental. Com cores vibrantes e técnicas que misturam colagem, pontilhismo, pintura abstrata e aplicação de folhas de ouro, as obras retratam diferentes gerações do samba. Os rostos das homenageadas aparecem em fotografias impressas em preto e branco sobre lona, finalizadas com tinta acrílica. O percurso da exposição começa com uma homenagem a Dona Zica, liderança histórica da Mangueira, esposa de Cartola e avó dos fundadores do museu. Outra ala é dedicada às cantoras ligadas à Estação Primeira de Mangueira, como Beth Carvalho, Alcione e Leci Brandão. A Portela também é reverenciada com retratos de Tia Surica, Clara Nunes e Teresa Cristina. Entre as pioneiras lembradas na mostra estão ainda Tia Doca da Portela e Elza Soares. O grupo Matriarcas do Samba, formado por Nilcemar Nogueira, Vera de Jesus e Selma Candeia, também recebe homenagem na exposição. Além das referências históricas, a mostra abre espaço para novas gerações do samba, como Luz Fogaça e Amanda Amado. Neta de Tia Gessy, Amanda aparece retratada ao lado da avó, responsável pelo Pagode da Tia Gessy, roda de samba realizada no Cachambi há quase 50 anos. Entre os destaques da exposição estão as luminárias “Meu Nome é Favela” e “Casa de Dona Zica e Cartola”. Esta última foi inspirada em uma fotografia de Walter Firmo e recria, com materiais como papelão, acetato e flores de tecido, a antiga residência do casal mangueirense, localizada a poucos metros do museu. — Como mulher cantora, compositora e sambista, resolvi homenagear essas potências do samba e mostrar a mulher que faz o samba acontecer compondo, cantando, produzindo, liderando coletivos e comandando rodas de samba — afirma Aninha Portal. O Museu do Samba fica na Rua Visconde de Niterói, 1296, na Mangueira. O espaço funciona de terça a sábado, das 10h às 17h. Os ingressos custam R$ 20.