Ao longo de 11 dias, acusação e defesas recorreram a imagens, objetos, documentos e símbolos para reforçar narrativas e tentar tornar suas teses mais palpáveis aos jurados Julgamento Henry Borel — Foto: Divulgação/ Tribunal de Justiça do Rio RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 23:15 Recursos emocionais marcam julgamento do caso Henry Borel no RJ No julgamento do caso Henry Borel, a acusação e a defesa usaram recursos visuais e emocionais para impactar os jurados. Vídeos, camisetas e um boneco anatômico foram usados para reforçar suas narrativas. A acusação exibiu imagens emocionantes de Henry, enquanto a defesa de Monique destacou momentos de carinho entre mãe e filho. Jairinho foi condenado a 43 anos, e Monique recebeu perdão judicial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Diante dos sete jurados — cinco homens e duas mulheres — responsáveis pelo veredicto do julgamento que definiu o destino de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, acusação e defesa recorreram a uma série de recursos visuais, emocionais e simbólicos para reforçar suas narrativas. A disputa travada no plenário chegou a usar vídeos editados, camisetas estampadas com fotografias de Henry, mensagens extraídas de celulares, documentos pessoais da vítima e até um manequim anatômico infantil numa tentativa de transformar teses complexas em imagens de fácil compreensão. A estratégia apareceu de forma mais evidente nos debates finais, na quarta-feira. Durante sua sustentação, a assistência de acusação exibiu um vídeo de quase seis minutos reunindo imagens de Henry ainda bebê, momentos de convivência com familiares, registros de lazer e trechos de reportagens produzidas após sua morte. O material foi apresentado aos jurados pelo advogado Cristiano Medina. Em um dos momentos de maior impacto emocional, o vídeo mostrou imagens produzidas durante a investigação do caso, incluindo uma fotografia de Henry já sem vida sobre uma maca do Instituto Médico-Legal após os exames periciais. Enquanto as imagens eram exibidas, o pai do menino, Leniel Borel, chorou intensamente no plenário. O publico que assistia ao julgamento, também reagiu com emoção e um certo choque ao ver a imagem do menino já morto. Veja vídeo apresentado por defesa de Monique Medeiros A defesa de Monique Medeiros respondeu apostando em outro tipo de narrativa visual. O vídeo exibido aos jurados buscava destacar a relação entre mãe e filho, mostrando momentos de carinho, brincadeiras e conversas entre os dois. Em uma das gravações, Monique pergunta ao menino se ele sabia que era amado. Em outra, lê para o filho o livro infantil “Árvore de Sapato”, apontado pela defesa como uma das histórias favoritas de Henry. As imagens foram acompanhadas por músicas que ajudavam a construir toda uma atmosfera emocional da apresentação. Enquanto o material era exibido, Monique chorou diante dos jurados e chegou a abraçar uma de suas defensoras. Mas os recursos visuais não ficaram restritos às telas instaladas no plenário. No último dia do julgamento, o advogado Hugo Novais chamou a atenção ao abrir a toga e revelar uma camiseta estampada com fotografias de Monique ao lado de Henry e a frase “Sou testemunha do amor entre mãe e filho”. A mesma peça também era usada por familiares da professora que acompanhavam a sessão na plateia. A estratégia tinha uma particularidade: a mensagem permanecia visível aos jurados mesmo quando a palavra estava com outros integrantes do julgamento. Em diferentes momentos dos debates, a camiseta funcionou como uma forma silenciosa de comunicação visual paralela às sustentações orais. Monique Medeiros segura agenda — Foto: Divulgação/ Tribunal de Justiça do Rio A defesa de Monique também recorreu a elementos materiais para sustentar sua narrativa. Entre eles, a agenda escolar de Henry, utilizada para destacar anotações feitas pela mãe e reforçar a tese de proximidade entre os dois. Do outro lado, a defesa de Jairinho apostou em recursos visuais voltados à discussão técnica que dominou boa parte do julgamento. Para ilustrar a tese de que determinadas lesões poderiam estar relacionadas às tentativas de reanimação realizadas no Hospital Barra D’Or, o advogado Zanone Junior utilizou um manequim anatômico infantil semelhante aos empregados em treinamentos médicos. O objeto ajudava a traduzir para os jurados uma discussão altamente especializada que mobilizou peritos, médicos legistas e advogados ao longo do processo. Não por acaso, o próprio Zanone resumiu o esforço da defesa ao afirmar, durante o julgamento, que sua equipe precisou estudar medicina para sustentar a tese apresentada ao conselho de sentença. O advogado Zanone Júnior usa elementos visuais em sua defesa a Jairo — Foto: Divulgação/ Tribunal de Justiça do Rio Outro elemento presente de forma constante durante os 11 dias de julgamento foram as mensagens recuperadas dos celulares envolvidos na investigação. Conversas entre Monique, Leniel, a babá de Henry e outras pessoas citadas no processo foram exibidas repetidamente por acusação, Ministério Público e defesa para reconstruir cronologias, questionar versões e sustentar diferentes interpretações sobre os acontecimentos que antecederam a morte do menino.
Vídeos emocionais, camisetas, e boneco anatômico: como acusação e defesa buscaram impactar visualmente os jurados no caso Henry
Ao longo de 11 dias, acusação e defesas recorreram a imagens, objetos, documentos e símbolos para reforçar narrativas e tentar tornar suas teses mais palpáveis aos jurados







