Fundir vários apoios, como o Rendimento Social de Inserção ou o Complemento Solidário para Idosos, numa única resposta do Estado. À primeira vista, a Prestação Social Única surge como uma promessa de simplificação e clareza burocrática.No entanto, por trás da intenção de tornar o sistema mais eficiente, levantam-se questões críticas: está o Estado a ignorar as especificidades de quem mais precisa ao tratar todas as carências da mesma forma?

Mais do que uma mudança administrativa, o novo modelo traz de volta o debate sobre a obrigatoriedade de prestação de trabalho social por parte dos beneficiários.Para a minha convidada de hoje, esta medida representa um "retrocesso significativo" na concepção de inserção social, ao associar o apoio a um trabalho não remunerado que penaliza quem já se encontra em situação de vulnerabilidade.Para já, ainda não sabemos o valor desta nova prestação social.Num país onde o fenómeno dos "trabalhadores pobres" é uma realidade expressiva, será que o foco na fraude está a desviar o olhar do que realmente importa: o facto de estas prestações, como o RSI, conseguirem apenas diminuir a severidade da pobreza sem nunca retirar as pessoas dela?Ouvimos neste P24 a bastonária da Ordem dos Assistentes Sociais, Fernanda Rodrigues.Siga o podcast P24 e receba cada episódio logo de manhã no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.​ Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt.