Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi à Marcha para Jesus e, ao menos ali, passou no teste. Não chegou a uma nota 10, mas, num ricochete da popularidade paterna, teve seu bom momento com o público.

Subiu no Bordoada, nome do trio elétrico no qual autoridades se reuniram com o anfitrião, o apóstolo Estevam Hernandes, e evocou uma "guerra espiritual". Não especificou contra quem. Nem precisava.

Falou sobre política em óbvias entrelinhas. "Vamos orar pelo nosso Brasil. Esta guerra é espiritual. É a maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo este ano", discursou no microfone.

Minutos depois, aventurou-se pelos fiéis no asfalto. Foi muito empurra-empurra, num assédio grande. Tirou dezenas de selfies e ouviu pedidos como "deixa eu ser o neto de Bolsonaro" e "manda um beijo pro seu pai".

À tarde, no palco onde shows gospel aconteciam, mais aplausos para o senador. Dessa vez, ele cantou "O Hino da Vitória", louvor conhecido na voz de Cassiane, evocou o pai e acenou a Israel, uma causa cara a evangélicos. "Peço a todos que orem por Jair Messias Bolsonaro. Orem pelo Brasil, que vai voltar a ser uma nação irmã de Israel. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos."