A partir desta quinta-feira (4), o ultradireitista Abelardo de la Espriella não pode mais usar a camisa da seleção da Colômbia para promover a sua candidatura, como vinha fazendo na corrida pela Presidência do país.
A decisão da juíza Aura Luz Forero, antecipada pelo jornal El Tiempo, proíbe o candidato de usar ou exibir veste, cores ou emblema da seleção colombiana em atividades relacionadas à sua campanha, assim como em redes sociais, meios de comunicação ou qualquer outro espaço para difusão de sua mensagem política.
A medida, que é provisória e entrou em vigor imediatamente, atende a uma solicitação do cidadão Wilman Ramiro Bocanegra Calderón, que afirmou se sentir discriminado e estigmatizado pelo uso da camiseta pela campanha de Espriella.
De acordo com a decisão, cujo documento circula na imprensa colombiana, Calderón pediu a interrupção imediata do uso dos símbolos da seleção pelo ultradireitista para que a identidade nacional não seja vinculada à sua candidatura ou usada para "estigmatizar, qualificar depreciativamente ou atacar aqueles que se identificam com ideias de esquerda ou pensam de maneira diferente".
A juíza concluiu que o uso da camisa por Espriella "cria uma identificação da seleção com uma candidatura específica e compromete a neutralidade dos símbolos nacionais" e confere ao item "um símbolo diferente daquele para o qual foi criado e desenhado".











