A injeção de recursos da Copa do Mundo no varejo brasileiro deve garantir um fôlego extra às vendas neste ano, segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Em estudo recente, a entidade calcula que o Mundial pode movimentar em torno de 4,32 bilhões de reais em receitas apenas no comércio varejista, patamar que representa crescimento real de 6,5% em relação ao faturamento consolidado na edição anterior do torneio. Historicamente, a CNC observa que, nos meses em que a Copa é disputada, o faturamento do setor tende a ficar perto de 2,5% acima da média mensal do restante do ano, evidenciando o peso do calendário esportivo sobre o comportamento de consumo.
O impulso se concentra em segmentos diretamente ligados à experiência do torcedor, como móveis e eletrodomésticos, com destaque para televisores, além de eletroeletrônicos e artigos pessoais, que tradicionalmente registram picos de demanda às vésperas do início dos jogos. Na Copa de 2022, a CNC estimou 1,48 bilhão de reais em vendas adicionais no comércio e serviços, 7,9% acima do volume apurado no Mundial de 2018, puxado principalmente pela troca de tevês e pelo maior consumo em bares e restaurantes.













