Mais de 100 artistas ameaçam entrar com ação judicial contra a Fundação Bienal de Veneza por incluí-los nas votações do prêmio Leão dos Visitantes (Visitors' Lion, em inglês), criado após a renúncia coletiva do júri oficial desta edição do evento.
O imbróglio começou quando o júri, liderado pela brasileira Solange Oliveira Farkas, anunciou que não consideraria para premiação os pavilhões de países acusados de crimes contra a humanidade, incluindo Israel e Rússia.
Uma semana depois, os mesmos jurados renunciaram coletivamente sem explicação formal. A imprensa noticiou posteriormente que o artista representante de Israel, Belu-Simion Fainaru, havia acusado o júri de antissemitismo, ameaçando recorrer ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
Em resposta, a Fundação anunciou a criação do Visitors' Lion, uma votação pública para eleger os vencedores da edição –gerando um sentimento de vergonha e repulsa que parece ter atravessado uma grande parte dos artistas e representantes de pavilhões nacionais envolvidos.
Quando a Bienal abriu ao público, em 14 de maio, artistas que já haviam pedido formalmente para ser retirados da votação se viram incluídos nas cédulas distribuídas aos visitantes. Eles enviaram uma carta à Fundação em 20 de maio, sem obter resposta oficial, e agora tornaram o documento público com a ameaça de processo.











