Os três processos foram distribuídos ao ministro por meio do sistema de sorteio do TSE O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, irá relatar pelo menos três ações envolvendo o pré-candidato à presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, "Dark Horse", pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os três processos foram distribuídos a Nunes Marques por meio do sistema de sorteio do TSE. Em maio, o presidente decidiu que ele próprio e outros dois ministros da Corte, André Mendonça e Estela Aranha, seriam os responsáveis pelo julgamento de ações envolvendo propaganda eleitoral. A primeira ação é um questionamento do Partido Liberal (PL) a uma pesquisa eleitoral do Instituto AtlasIntel. Os advogados do PL argumentam que o questionário da pesquisa influenciaria os entrevistados a avaliar Flávio de maneira pejorativa por ter reproduzido o áudio no qual o pré-candidato negocia com o ex-dono do Banco Master o envio de dinheiro para o filme Dark Horse. O instituto nega a ocorrência de qualquer interferência ou irregularidade. A segunda ação é um pedido de proibição de circulação do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), em conjunto ao grupo Prerrogativas. Para os advogados, a produção, que ainda não foi exibida no Brasil, poderia servir de propaganda eleitoral para o grupo bolsonarista. A última ação, finalmente, trata de uma solicitação para que se apure possível abuso de poder econômico envolvendo os recursos e a realização do filme. A ação foi protocolada pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ministro Kassio Nunes Marques em sessão de julgamento do TSE — Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE