Negócio inclui atividades de refino, distribuição e venda de combustível no país vizinho e é anunciado após apresentação do plano de reestruturação financeira a credores Refinaria da Raízen — Foto: Tomas Cuesta / Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 09:26 Raízen vende operações na Argentina por US$ 1,42 bi em reestruturação financeira A Raízen vendeu suas operações de refino, distribuição e venda de combustível na Argentina para a Mercuria Energy Group por US$ 1,42 bilhão. A venda ocorre em meio a um plano de reestruturação financeira que visa reorganizar sua dívida de R$ 65 bilhões. O plano inclui a cisão da empresa em duas unidades e um potencial desinvestimento. Sócios principais incluem Shell e Cosan. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Raízen anunciou há pouco a assinatura de um contrato para a venda das operações de refino, distribuição e venda de combustível na Argentina para a Mercuria Energy Group. O valor da operação é de US$ 1,42 bilhão (ou R$ 7,18 bi no câmbio atual). Os recursos, diz a Raízen, serão destinados à "gestão da estrutura de capital da empresa, fortalecendo sua posição financeira e apoiando suas prioridades estratégicas de longo prazo". A empresa passa por uma crise diante do alto endividamento. Ontem, a Raízen apresentou aos credores seu plano de reestruturação financeira visando a um acordo extrajudicial para reorganizar sua dívida de R$ 65 bilhões. A empresa tem até a próxima segunda-feira para fechar o acordo, no qual espera obter o apoio de mais de 70% dos credores. Os principais sócios da Raízen são a Shell e a Cosan — cujo controlador é o empresário Rubens Ometto, que exerce o comando por meio de seu family office Aguassanta Participações. O cerne da operação estabelece um aporte de R$ 3,5 bilhões a ser realizado pela Shell e potencial injeção adicional de R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta, de Ometto. A Raízen é uma gigante que atua principalmente na produção de açúcar e etanol, distribuição de combustíveis sob a marca Shell e geração de energia. A empresa tem receita anual na casa de R$ 250 bilhões, mas nos últimos anos acumulou prejuízos e ampliou significativamente seu endividamento. O plano de reestruturação prevê a cisão da companhia em Raízen Energia (focada nas operações de produção de açúcar e etanol) e Raízen Combustíveis (distribuição e comercialização), com segregação dos negócios prevista para o fim de 2027. A diretoria também deverá estruturar um plano de desinvestimento para ativos não essenciais e “iniciará um processo competitivo para buscar um parceiro investidor”, ou vender ações da Raízen Combustíveis, para reduzir a alavancagem. Na chamada “Opção A” do plano de reestruturação, 45% da dívida total reestruturada será convertida em ações mediante o recebimento pelos credores de units, compostas por uma ação ordinária e uma preferencial. Os 55% restantes serão transformados em novos instrumentos de crédito alocados na Raízen Combustíveis (37,4% do montante) e na Raízen Energia (17,6%). Na “Opção B”, a Raízen propõe aos credores um deságio de 80% sobre o valor do crédito, com o saldo remanescente pago em parcela única em 31 de março de 2047. A “Opção C” oferece um pagamento à vista equivalente ao menor valor entre 75% dos respectivos créditos ou R$ 9.750, com teto de R$ 150 milhões. O Conselho de Administração da Raízen será reestruturado para ter sete membros: quatro deles, incluindo o presidente, serão nomeados pelos credores apoiadores, e três, pelo acionista contribuinte. A Shell sempre terá pelo menos um representante no colegiado enquanto o contrato de licenciamento da marca estiver vigente. A atual diretoria executiva será mantida, e o atual diretor financeiro, Lorival Luz, assumirá paralelamente a função de diretor de reestruturação.
Raízen vende operação na Argentina por US$ 1,42 bilhão
Negócio inclui atividades de refino, distribuição e venda de combustível no país vizinho e é anunciado após apresentação do plano de reestruturação financeira a credores











