Exército israelense afirma que guerra continua, ordena evacuação do sul do país e mantém bombardeios Coluna de fumaça se eleva após ataque aéreo israelense nos arredores de Tiro, no sul do Líbano, em 1º de junho de 2026 — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 08:37 Israel Continua Ataques ao Líbano Apesar de Acordo de Cessar-Fogo Israel manteve ataques ao Líbano, apesar de um novo acordo de cessar-fogo que deveria ser implementado em 24 horas, conforme afirmou o presidente libanês Joseph Aoun. O exército israelense, no entanto, continua as operações militares, exigindo que o Hezbollah se retire ao sul do rio Litani antes de aceitar a trégua. O acordo, mediado pelos EUA, visa criar zonas de segurança controladas pelo exército libanês. A tensão persiste com as partes buscando garantir compromissos firmes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Israel manteve os ataques no Líbano nesta quinta-feira, apesar do anúncio de um novo acordo de cessar-fogo entre os dois países. Enquanto o presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que a implementação do entendimento poderá começar dentro de 24 horas após sua aprovação final, as Forças Armadas israelenses disseram que a guerra continua, emitiram uma ordem de evacuação para todo o sul do Líbano e prosseguiram com as operações militares na região. Em entrevista coletiva, Aoun afirmou que Beirute aguarda respostas de todas as partes envolvidas sobre garantias e compromissos relacionados ao acordo. Segundo ele, o entendimento prevê a criação de “zonas-tampão” das quais Israel se retiraria e que passariam ao controle exclusivo do Exército libanês. Em uma fase inicial, essas áreas incluiriam Zoutar, na província de Nabatieh, e o Castelo de Beaufort, tomado pelas forças israelenses no início desta semana. — O acordo que foi alcançado é a última oportunidade; caso contrário, cada parte terá de assumir sua responsabilidade — disse Aoun. — O acordo de hoje é diferente daquele de 27 de outubro de 2024, porque será sustentável, e contamos com o papel do presidente Trump e de sua administração. Ataques continuam Apesar do anúncio, Israel reafirmou que continuará atuando militarmente no território libanês. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que o cessar-fogo está condicionado à retirada dos integrantes do Hezbollah de todas as áreas ao sul do rio Litani e à criação de uma zona desmilitarizada. Segundo ele, as Forças Armadas israelenses continuarão realizando ataques e operações na região enquanto essas condições não forem cumpridas. Katz também afirmou que as tropas israelenses permanecerão nas áreas que controlam no sul do Líbano e reiterou que Israel mantém liberdade de ação militar no país. Segundo o ministro, o governo israelense conta com apoio dos Estados Unidos para responder caso o Hezbollah realize ataques contra o território israelense. No terreno, os ataques continuaram nas primeiras horas após o anúncio do acordo. Segundo a agência nacional de notícias do Líbano, um ataque com drone contra um veículo no sul do país deixou feridos um homem, sua esposa e sua filha. Israel também divulgou um novo aviso aos moradores do sul libanês, afirmando que continua atacando áreas ao sul do rio Zahrani, cerca de 40 quilômetros ao norte da fronteira. “Para garantir sua segurança, evitem se deslocar para áreas ao sul do rio Zahrani até novo aviso”, escreveu o porta-voz em língua árabe das Forças Armadas israelenses, Avichay Adraee, no X. “Qualquer pessoa que se dirija para o sul coloca sua vida em perigo”. Novas reuniões As Forças Armadas israelenses afirmaram ainda que os combates prosseguem porque continuam atacando instalações e infraestrutura do Hezbollah localizadas em vilarejos e áreas próximas. Em outra declaração, o Exército informou que a guerra no Líbano não terminou e ampliou a orientação para que civis evitem toda a região sul do país. O novo acordo foi anunciado em uma declaração conjunta divulgada por Estados Unidos, Israel e Líbano. O texto estabelece que o cessar-fogo está condicionado à interrupção total dos disparos do Hezbollah e à retirada de todos os seus integrantes da área ao sul do rio Litani. O governo libanês, que declarou ilegais as atividades armadas do grupo, participará de novas reuniões com Israel nas próximas semanas para discutir a implementação das medidas previstas. O Hezbollah ainda não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio do acordo. A organização informou apenas que seu secretário-geral, Naim Qassem, deverá divulgar uma declaração ainda nesta quinta-feira. Segundo autoridades libanesas, a guerra no Líbano tornou-se o desdobramento mais letal do conflito dos EUA e de Israel contra o Irã, forçando mais de 1,2 milhão de pessoas a deixarem suas casas. Pelo menos 3,4 mil pessoas foram mortas no país desde março. Do lado israelense, o Estado judeu afirma que 24 soldados e quatro civis morreram no mesmo período.