Ao lado de Alessandra Verney, Maria Clara Gueiros e Junno Andrade, ator estrela montagem do musical estrelado por Julie Andrews no cinema e na Broadway; trama discute gênero, amor e sexo Alessandra Verney e Miguel Falabella como Victoria e Toddy de 'Victor ou Victoria' — Foto: Divulgação/Priscilla Prade RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 16:42 Miguel Falabella lidera musical "Victor ou Victoria" no Teatro Claro Mais Miguel Falabella estrela nova adaptação do musical "Victor ou Victoria", ao lado de Alessandra Verney, Maria Clara Gueiros e Junno Andrade, no Teatro Claro Mais. A peça aborda temas de gênero, amor e sexualidade na Paris dos anos 1930. Falabella destaca a evolução na discussão sobre sexualidade ao longo dos anos, lembrando o preconceito do passado. O musical conta com a direção de Claudio Botelho e Charles Möeller. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com a benção de Julie Andrews, Alessandra Verney sobe hoje ao palco do Teatro Claro Mais — junto com Miguel Falabella, Maria Clara Gueiros e Junno Andrade — como protagonista de “Victor ou Victoria”. Estrela do filme de 1982 e da adaptação da Broadway de 1995, ambas capitaneadas pelo então marido, Blake Edwards (1922-2010), a eterna noviça rebelde é a detentora dos direitos do musical e aprova cada atriz que vive Victoria Grant, a cantora desempregada que faz sucesso na Paris dos anos 1930 quando passa a se apresentar como Victor, um homem que performa como mulher. — Para mim é praticamente um diploma, ser ouvida por ela e ter essa aprovação — brinca Alessandra, que se inspirou em Julie, Liza Minnelli e Raquel Welch, que viveram a personagem na gringa, e em Marília Pêra (1943-2015), estrela da versão brasileira de 2001. No espetáculo de 25 anos atrás, Claudio Botelho fez um de seus primeiros trabalhos de tradução, a partir das letras de Leslie Bricusse musicadas por Henry Mancini. Agora, ele revisita o texto, e assina a direção ao lado de Charles Möeller, com quem já produziu sucessos como “Mamma mia!” e “A noviça rebelde”. Desta vez, o diretor quer enfatizar o co-protagonista, Toddy (Miguel Falabella), cantor gay experiente que tem a ideia de transformar Victoria em Victor. Miguel Falabella, Alessandra Verney, Junno Andrade e Maria Clara Gueiros — Foto: Divulgação/Priscilla Prade — Assim como Robert Preston (1918-1987), que faz o papel no filme, Miguel é um “top billing”, aquele nome que vem antes do título. E esse papel é a cara dele. Nesta montagem, Toddy é um feiticeiro, ele que faz tudo acontecer — diz Claudio. Se na trama Toddy é um mentor artístico de Victoria, nos bastidores o sentimento não é muito diferente. — Eu e Miguel trabalhamos juntos há muito tempo, e devo grande parte da minha carreira às oportunidades que ele me deu. Contracenar com ele é como estar em casa — conta Alessandra. Completam o núcleo principal King (Junno Andrade), gângster que se apaixona por Victor — e entra em crise com a própria sexualidade — e sua namorada, Norma (Maria Clara Gueiros). Da confusão, emergem reflexões bem-humoradas sobre masculinidade, papéis de gênero, amor e sexualidade disruptivas para a época. — Hoje é até "jurássico", de mau tom, falar da sexualidade dos outros, as pessoas são o que são e acabou. Mas há 40 anos havia muito preconceito — relembra Falabella. — Não existia falar disso abertamente, as pessoas sempre foram de extrema crueldade. E a sexualidade também poderia restringir os papéis de um ator. Eu driblei tudo isso, mas, para sobreviver, tinha que ser forte. O diretor complementa: — A discussão de gênero avançou bastante, mas é importante que o passado não suma, até por reverência a quem passou por isso. Serviço Onde: Teatro Claro Mais, Copacabana.Quando: de quinta (4) a 28 de junho.Que horas: qui e sex, às 20h. Sáb, às 16h e às 20h. Dom, às 15h e às 19h (exceto dias 13 e 19 de junho). Dias 11, 18 e 25 de junho, às 16h.Quanto: De R$ 50 (balcão) a R$ 450 (plateia vip).Classificação: 12 anos.