Uma auditoria interna da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) apontou indícios de uma "articulação governamental" para a realização de aportes conjuntos da estatal com o Rioprevidência no Banco Master.

Segundo relatório da estatal, as mudanças nas políticas de investimento da Cedae e do Rioprevidência começaram em datas próximas, assim como foram contemporâneos os aportes, no fim de 2023.

As tratativas entre a estatal de água e esgoto e executivos do banco começaram, segundo a auditoria, cinco dias após um jantar do ex-governador Cláudio Castro pago pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Nova York. O documento aponta um possível prejuízo de R$ 222,1 milhões para a Cedae devido à aplicação de recursos no banco.

A auditoria faz parte da revisão dos atos da gestão Cláudio Castro (PL) determinada pelo desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro.

Os investimentos do Banco Master também são alvo de investigação da Polícia Federal, que apura atuação de Castro em favor dos aportes no banco de Vorcaro. O ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), afirma que há coincidências entre as datas dos investimentos e os encontros privados entre Vorcaro e o ex-governador.