Às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo, a B3 anunciou a “seleção” dos investidores. Aproveitando o clima da principal competição de futebol do planeta, a bolsa de valores brasileira reuniu os ativos mais negociados em 2026 para montar a escalação favorita dos negociantes até agora. A lista contempla os produtos mais negociados dentro de classes como ações, fundos imobiliários (FIIs), fundos de índices (ETFs), recibos de ações estrangeiras (BDRs) e BDRs de ETFs. A seleção, no entanto, não tem o objetivo de ser uma carteira sugerida, conforme explica Bianca Maria, gerente de produtos de renda variável da B3. “O objetivo é mostrar que um portfólio diversificado deve funcionar como uma seleção, que reúna os melhores jogadores de diferentes posições e ofereça a melhor defesa combinada com exposição estratégica a risco para capturar boas oportunidades e a vitória no longo prazo, sempre respeitando o perfil do investidor, responsável pela escalação desses ativos”, explica. Então, vamos à escalação: Gol No gol, entram os ETFs de renda fixa, usados como uma alternativa para a defesa do portfólio. Segundo a B3, esses produtos combinam baixo risco e liquidez no chamado D+1 (quando o investidor recebe no dia útil seguinte ao pedido de resgate). Um dos mais negociados na categoria em 2026 é o LFTS11, que investe em Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), o Tesouro Selic. Zaga A zaga é formada por ETFs e BDRs de ETFs ligados a metais preciosos. Esses ativos ganham apelo entre investidores especialmente em cenários mais conturbados, já que representam uma forma de proteção. Não à toa, o ETF GOLD11 e o BDR de ETF BIAU39, que seguem a cotação internacional do ouro, estão entre os mais negociados em 2026, segundo a B3. Laterais Os ativos com exposição a mercados globais são aqueles que ajudam a levar o time para frente. Em um dos lados, o ETF IVVB11, que acompanha o índice acionário americano S&P 500, abre espaço para oportunidades no mercado dos Estados Unidos. No outro, o ETF o BACW39 replica o desempenho de todas as ações de alta e média capitalização de 23 países desenvolvidos e 27 emergentes trazendo ainda mais diversificação para o time. Meio-campo Os fundos imobiliários atuam como os volantes do time pela sua versatilidade. Entre os mais negociados estão o KNCR11, fundo de “papel” que investe em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) de baixo risco de crédito. Já o XPML11, TRXF11, HGLG11 e BTLG11 atuam como meias de ligação com a economia real, já que têm exposição a shoppings, varejo, logística e consumo. A camisa 10 é disputada pelos oito ETFs que seguem o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro. No top 10 de 2026 estão BOVA11 e BOVV11. Ataque No ataque, entram as ações de alta liquidez. A B3 selecionou como titulares duas ações de exportadoras de commodities que fazem parte da escalação dos investidores há muito tempo: PETR4, os papéis preferenciais (que recebem primeiro proventos) da Petrobras; e VALE3, os papéis ordinários (com direito a voto) da Vale. Pela ponta, entram os papéis ligados à inovação e a nova economia. Um deles é o BDR NVDC34, que representa as ações da Nvidia, fabricante de chips considerada o coração da tese da inteligência artificial. O outro é o ETF de criptomoedas HASH11, o mais negociado do país que traz uma exposição a bitcoin e ethereum. Cabe ainda na seleção o BDR IBIT39, que acompanha o preço do bitcoin à vista. Entenda quem é quem na seleção BDRs Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) funcionam como um "espelho" de ações listadas em bolsas estrangeiras, mas que são negociados na bolsa brasileira. Portanto, por meio deles um brasileiro consegue investir em empresas como as gigantes da tecnologia Amazon, Alphabet e Meta. Além disso, os BDRs também permitem o acesso a ações de companhias brasileiras que abriram capital no exterior, como o Nubank e XP. Fundos de índices (ETFs) Esses fundos costumam ter gestão passiva e acompanham a composição de um determinado índice negociado na bolsa brasileira ou estrangeira. Esses índices podem ser de ações ou renda fixa. Os ETFs, por sua vez, são negociados em bolsa e podem ser comprados e vendidos como uma ação, por exemplo. Justamente por ter gestão passiva (ou seja, "exigir menos trabalho do gestor") eles costumam ter uma taxa de administração mais barata para os investidores. Ações As ações negociadas na bolsa de valores funcionam como se o investidor tivesse uma pequena participação daquela companhia. Portanto, cada papel (como também são chamadas as ações) é como se fosse um "pedaço" daquela empresa. As ações podem ser preferenciais ou ordinárias. Quem tem ações ordinárias tem direito de voto nas assembleias de acionistas. Normalmente os acionistas recebem um voto por ação para eleger os membros do conselho que supervisionam a administração. Já quem tem as ações preferenciais, tem maiores direitos sobre os lucros e ativos de uma empresa. Fundos de investimento imobiliário Esses fundos funcionam como uma espécie de “condomínio” de investidores que reúnem seus recursos para aplicar, juntos, no mercado imobiliário. O montante pode ser usado na construção ou compra de imóveis, que depois serão alugados ou arrendados e os ganhos obtidos nisso são divididos entre aqueles investidores, respeitando a proporção que cada investidor aplicou. Esses são chamados "fundos de tijolo". Há um outro tipo em que o dinheiro é aplicado em títulos ligados ao mercado imobiliário, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Hipotecárias (LHs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ou até mesmo em cotas de outros fundos imobiliários. Esses tipos são chamados de "fundos de papel".
B3 escala Seleção dos investidores em 2026: veja os ativos mais negociados
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