Os Estados Unidos estão discutindo se devem posicionar armas nucleares em outros Estados europeus da Otan, em uma medida destinada a tranquilizar os aliados de que a redução do apoio militar convencional não enfraquece as garantias de segurança.

Autoridades americanas sinalizaram abertura para implantações adicionais além dos seis países que atualmente abrigam bombardeiros com capacidade nuclear, disseram ao Financial Times três pessoas informadas sobre as discussões.

As conversas, que são altamente confidenciais e podem não levar a nenhuma mudança nos acordos de compartilhamento nuclear, ocorrem em meio a uma preocupação generalizada na Europa com as medidas de Donald Trump para remover tropas americanas e sistemas de armas críticos do continente.

Isso potencialmente permitiria que mais países abrigassem as chamadas aeronaves americanas de dupla capacidade (DCA, na sigla em inglês), que são capazes de realizar ataques nucleares.

Duas das pessoas disseram que a abertura para discutir uma expansão tinha como objetivo demonstrar o compromisso dos EUA em fornecer um guarda-chuva nuclear, mesmo enquanto os aliados da Otan são pressionados a assumir mais do fardo da defesa convencional.