Fruta fazia parte de edição de "Comedian", obra polêmica de artista italiano. Mas quem a levou ganharia menos do que 1 euro se fosse vendê-la; entenda Visitante tira foto de 'Comedian', obra do artista italiano Maurizio Cattelan na mostra 'Dimanche sans fin. Maurizio Cattelan et la Collection du Centre Pompidou' , no Centro Pompidou-Metz, que informou à ´polícia no dia 31 do roubo da banana — Foto: Jean-Christophe Verhaegen/AFP O Centro Pompidou-Metz, na França, anunciou esta semana o roubo de uma obra que já foi comida duas vezes antes, em 2023 e 2025: a banana que faz parte de "Comedian", trabalho conceitual do italiano Maurizio Cattelan que causou sensação (e risadas) ao ser exibida pela primeira vez, na Art Basel Miami Beach em 2019. "Comedian" consiste em uma banana pregada na parede com uma fita adesiva. A banana levada faz parte de uma edição da obra (suscetível à reprodutibilidade técnica, portanto) que fazia parte da mostra "Dimanche sans fin. Maurizio Cattelan et la Collection du Centre Pompidou", na filial da instituição que fica na cidade de Metz. Em um comunicado, o Pompidou-Metz afirmou que o valor da obra reside em seu certificado de autenticidade e no protocolo que rege sua apresentação, "e não em seu elemento perecível”. Ou seja, quem roubou a banana provavelmente não irá vendê-la pelas fortunas pagas pela obra de Cattelan anteriormente. Fora do contexto pretendido por Cattelan, ela valeria provavelmente o mesmo que qualquer outra banana vendida em supermercados e vendas de Metz: menos de 1 euro. Três edições de Comedian foram vendidas pela Galeria Perrotin por valores entre US$ 120 mil (ou R$ 600 mil, ao câmbio atual) e US$ 150 mil (R$ 753 mil, ao câmbio atual) na Art Basel Miami Beach, quando o trabalho foi apresentado pela primeira vez. Cinco anos depois, em 2024, a obra foi vendida por US$ 6,2 milhões (R$ 31,4 milhões, ao câmbio de hoje) em um leilão da Sotheby's para o bilionário do mundo das criptomoedas Justin Sun. Após a compra, Sun comeu a banana diante da imprensa. Apesar disso, o museu foi enfático em seu comunicado condenando o roubo, "que mina o respeito devido às obras em exibição e priva temporariamente os visitantes de parte da experiência oferecida pela exposição”. Mas a instituição admite que, apesar do crime cometido, " nenhum dano irreversível foi constatado.”