Não demorou muito para que o sexto filme da franquia "Todo Mundo em Pânico" causasse polêmica na internet. Na verdade, não foi preciso nem um trailer completo para que a comédia passasse por seu primeiro grande teste, após um hiato de 13 anos.

Uma cena de poucos segundos num teaser já aborreceu alguns, enquanto deixou outros aliviados por saberem que a saga de comédia não abandonaria suas raízes ao parir um novo volume numa cena cultural desnorteada por polarização e cancelamento nas redes sociais.

Na sequência em questão, o assassino em série da franquia –uma versão atrapalhada e usuária de maconha de Ghostface, de "Pânico"– enfia uma faca numa pessoa no metrô. "Ele esfaqueou ela!", grita uma passageira. "Ela, não. Meus pronomes são elu e delu. Ele esfaqueou elu!", responde a vítima, ignorando a dor por alguns segundos.

Dedos foram ligeiros para reclamar em redes como X e Instagram, dizendo que a fala era de mau gosto e fruto de um humor preguiçoso, baseado em clichês. Alguns outros, porém, logo lotaram o TikTok com clipes não menos controversos dos longas anteriores. E assim nascia uma campanha de lançamento que, não importa o motivo, capturou a atenção.

"Nós somos democráticos nas nossas ofensas", diz Marlon Wayans, um dos roteiristas, atores e criadores da franquia, que, vale dizer, tem um filho trans e costuma advogar pelos direitos LGBTQIA+.