Massa de ar seco mantém o tempo firme no Sudeste, enquanto instabilidades seguem concentradas no Norte e no litoral do Nordeste Mapa indica tempo firme sobre o Sudeste e parte do Centro-Oeste, enquanto chuva se concentra no Norte e no litoral do Nordeste nesta quarta-feira. — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 11:27 Brasil enfrenta contrastes climáticos: frio no Sul e chuvas no Norte O Sudeste do Brasil, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, segue com tempo firme devido a uma massa de ar seco, com manhãs frias e temperaturas amenas ao longo do dia. No Sul, a influência de uma massa de ar frio mantém as temperaturas baixas. Enquanto isso, o Norte e o litoral do Nordeste enfrentam instabilidades e chuvas moderadas por causa de cavados atmosféricos e a Zona de Convergência Intertropical. No Centro-Oeste, o tempo se estabiliza após temporais isolados, com predomínio de sol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A circulação de uma área de alta pressão sobre o Atlântico Sul mantém o tempo estável no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais nesta quarta-feira (3). A atuação desse sistema reduz a formação de nuvens no interior do Sudeste e favorece uma sequência de dias com pouca chuva, enquanto as instabilidades ficam concentradas no Norte do país e em trechos do litoral do Nordeste. No Sudeste, o amanhecer será de temperaturas mais baixas, especialmente em áreas do interior. Em Minas Gerais, os termômetros podem marcar perto de 12°C no Sul do estado. Em São Paulo, as mínimas ficam em torno de 10°C em áreas do interior e entre 15°C e 19°C na faixa leste. No Rio de Janeiro, a manhã começa mais amena, com temperaturas próximas de 19°C na capital, enquanto as máximas variam entre 23°C e 24°C ao longo do dia. A presença da alta pressão também favorece a entrada de umidade marítima sobre a costa. Com isso, o litoral paulista, o Paraná, Santa Catarina e o nordeste do Rio Grande do Sul podem registrar maior nebulosidade e ocorrências rápidas de chuva ao longo do dia, sem volumes expressivos. Segundo a meteorologista Andrea Ramos, a posição da alta pressão explica a concentração da umidade próxima ao oceano e a manutenção do tempo mais seco sobre o interior do país. — A alta está bem posicionada sobre o Atlântico Sul e direciona a umidade para áreas próximas ao litoral. Por isso, a nebulosidade fica mais persistente nessas regiões, enquanto o interior permanece sob influência de uma massa de ar mais seca e quente — afirmou. No Nordeste, a situação é diferente. A maior instabilidade deve ocorrer entre o litoral da Bahia e a faixa costeira que passa por Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A atuação de cavados atmosféricos — áreas alongadas de baixa pressão — favorece a formação de nuvens carregadas e pode provocar momentos de chuva moderada ao longo do dia. No Norte, a chuva continua sendo o principal destaque. Áreas do Maranhão, nordeste do Pará e Amapá seguem sob influência de pulsos de umidade associados à Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Já no Amazonas e em Roraima, o calor combinado com a elevada umidade favorece pancadas típicas da tarde. — A ZCIT está mais ao norte, mas continua enviando pulsos de umidade para parte da Amazônia oriental. Ao mesmo tempo, o calor e a umidade disponíveis no Amazonas e em Roraima ajudam no desenvolvimento de nuvens mais carregadas durante a tarde — explicou Andrea Ramos. No Centro-Oeste, a tendência é de menos nuvens em comparação com os últimos dias. Após os temporais isolados registrados em Brasília na terça-feira, quando houve até queda de granizo e acumulados próximos de 20 milímetros em áreas monitoradas pela Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (Semad), a atmosfera fica mais estável. Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul terão predomínio de sol, com índices de umidade mais baixos durante a tarde, principalmente no sul de Goiás e no Triângulo Mineiro. As temperaturas mais altas do país devem se concentrar entre Tocantins, sul do Maranhão e Piauí, onde as máximas podem alcançar ou superar os 32°C. Já o Sul continua sob influência de uma massa de ar mais frio e seco, com mínimas abaixo de 10°C em pontos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.