Pancadas podem vir acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento entre o estado fluminense e o sudeste mineiro Mapa indica áreas de chuva entre o Sudeste e o Sul do Brasil nesta quinta-feira (11), com destaque para Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 11:49 Frente fria traz tempo instável e chuva ao Sudeste do Brasil Uma frente fria sobre o oceano mantém o tempo instável no Sudeste do Brasil, com chuva, trovoadas e rajadas de vento previstas para o Rio de Janeiro, sudeste de Minas Gerais e leste de São Paulo. No Sul, um cavado provoca chuva irregular. O Centro-Oeste segue estável, enquanto o Norte e parte do Nordeste enfrentam chuvas devido à umidade e instabilidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma frente fria que se formou sobre o oceano mantém o tempo instável no Sudeste nesta quinta-feira (11), com maior risco de pancadas de chuva, trovoadas e rajadas de vento entre o Rio de Janeiro, o sudeste de Minas Gerais e áreas do leste de São Paulo. O sistema não avança sobre o continente, mas a circulação de ventos associada à frente e a entrada de umidade marítima devem favorecer a formação de nuvens carregadas ao longo do dia. Os modelos meteorológicos indicam que a faixa entre o estado do Rio e o sudeste mineiro concentra os maiores sinais de instabilidade. O cenário é reforçado pelo contraste entre a umidade transportada do oceano e o ar mais quente que permanece sobre a região, condição que favorece a ocorrência de pancadas localmente fortes. — Essa frente se formou no oceano e vai permanecer afastada da costa, mas a circulação dela continua transportando umidade para o Sudeste. Como a atmosfera ainda está aquecida, essa combinação favorece pancadas com trovoadas e rajadas de vento, principalmente no Rio de Janeiro e no sudeste de Minas Gerais — afirmou a meteorologista Andrea Ramos. Embora alguns modelos indiquem maior concentração das áreas de chuva sobre o território fluminense, outros ampliam a área de instabilidade para o estado de São Paulo. Na prática, a influência do sistema deve alcançar uma faixa mais ampla do Sudeste, ainda que os volumes e a intensidade variem de uma localidade para outra. No Sul do país, a atuação de um cavado — uma área alongada de baixa pressão atmosférica associada a instabilidades — mantém condições para chuva entre o Mato Grosso do Sul, o oeste de Santa Catarina, o Paraná e o Rio Grande do Sul. A tendência é de ocorrência mais espalhada e irregular, com possibilidade de momentos de intensidade moderada. — O centro dessa baixa pressão está mais próximo da região do Paraguai, mas o alongamento dela favorece a formação de áreas de instabilidade desde o Mato Grosso do Sul até o Sul do país. São eventos mais isolados, sem o mesmo potencial de preocupação observado no Sudeste — explicou Andrea. No Centro-Oeste, o tempo segue mais estável na maior parte da região. Goiás, Distrito Federal e áreas centrais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem registrar predomínio de sol, pouca nebulosidade e grande amplitude térmica, com manhãs mais amenas e temperaturas em elevação durante a tarde. Já no Norte e em parte do Nordeste, as áreas de chuva permanecem concentradas próximas à faixa equatorial. Os maiores acumulados previstos se distribuem entre o norte do Amapá, o nordeste do Pará, o norte do Maranhão, além de áreas de Roraima e do norte do Amazonas. A combinação entre umidade elevada e sistemas de instabilidade mantém períodos de céu carregado e chuva em diferentes momentos do dia. No restante do litoral do Sudeste, incluindo o Espírito Santo, a entrada de umidade vinda do oceano também contribui para o aumento da nebulosidade, embora os principais núcleos de instabilidade devam permanecer concentrados entre o Rio de Janeiro, Minas Gerais e partes de São Paulo.