A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) deu início a uma pesquisa inédita para organizar e preservar a história da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. A iniciativa integra as comemorações das três décadas do evento e é viabilizada por uma emenda parlamentar de R$ 400 mil destinada pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), somada a um aporte de R$ 80 mil da universidade.
O trabalho resultará na criação de um fundo de memória dedicado à manifestação, reunindo documentos históricos, fotografias, vídeos, entrevistas e relatos de participantes. O projeto prevê a criação de um acervo documental, além de oficinas, atividades de formação para organizadores de paradas de todo o país e a produção de um filme documentário.
Desenvolvido em parceria com a APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), o levantamento é coordenado pela antropóloga Regina Facchini, pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero da Unicamp, e seguirá até abril de 2027.
Segundo Facchini, o objetivo é garantir que a trajetória do movimento não se perca. "São três décadas de ocupação das ruas, celebração da diversidade, enfrentamento da violência e reivindicação de direitos. Mas essa memória ainda está dispersa, muitas vezes guardada em arquivos pessoais, redes sociais ou documentos frágeis.", afirma em nota à coluna.












