Em um ambiente empresarial cada vez mais competitivo, a decisão sobre onde instalar uma operação deixou de ser apenas uma questão logística para se tornar uma das variáveis mais sensíveis da estratégia de crescimento de pequenas e médias empresas brasileiras. A localização impacta faturamento, previsibilidade de demanda, eficiência operacional e, em muitos casos, determina o próprio tempo de vida de um negócio. Por isso, entender um ponto comercial como ativo estratégico — e não como simples detalhe imobiliário — passou a separar quem cresce de forma estruturada de quem avança no improviso. O desafio, contudo, é que o processo de identificar boas localizações continua, em grande parte do mercado, apoiado em métodos pouco escaláveis: indicações avulsas, andanças por regiões-alvo, listas de contatos pessoais e avaliações sem critérios padronizados. Para franqueadoras em ritmo de expansão, redes consolidadas em busca de novas praças e empreendedores que começam a estruturar sua primeira operação, essa lacuna representa tempo perdido, custos elevados e oportunidades deixadas na mesa. Foi nesse vácuo que ganhou corpo uma nova categoria de empresa — voltada a tratar a prospecção como inteligência de expansão, apoiada em dados, tecnologia e conhecimento setorial. É nesse contexto que se insere a Busca Ponto, empresa criada em 2025 por Diego Manoel, Lucas Godgig e Davi Cristiano e hoje considerada referência nacional na identificação de pontos comerciais para o setor de minimercados autônomos e para operações voltadas a condomínios — um dos nichos mais dinâmicos do varejo de vizinhança brasileiro. A consolidação do posicionamento se reflete em indicadores concretos: a companhia já mapeou mais de 2 mil pontos comerciais, opera em todos os estados do país e entrega, em média, 120 contratos por mês — volume relevante em um mercado em que muitas empresas ainda dependem de prospecção manual ou de equipes internas sobrecarregadas. Para compreender por que esse tipo de atuação ganhou relevância, basta observar o comportamento recente do segmento. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas) registrou expansão de 53,5% dos minimercados de condomínio em 2024, ao passo que supermercados e hipermercados convencionais tiveram queda de 10,1% no mesmo intervalo. Estima-se que o Brasil já conte com cerca de 10 mil unidades desse formato, movimentando aproximadamente R$ 2 bilhões por ano. Ainda assim, o potencial de crescimento permanece expressivo, já que inúmeros empreendimentos ainda não contam com operações instaladas — e novos prédios entram no radar do setor mensalmente. Nesse tipo de mercado, chegar antes aos pontos certos garante ocupação de território que dificilmente retorna à disputa no curto prazo. Três competências em um mesmo modelo de negócio A construção da Busca Ponto combina trajetórias distintas entre seus sócios, o que se reflete diretamente no desenho da operação. Lucas Godgig, graduado em Tecnologia da Informação, é responsável por toda a estrutura tecnológica da empresa — peça central para o tratamento e cruzamento de bases de dados relacionadas a condomínios, administradoras, síndicos e padrões de consumo. Davi Cristiano acumula anos de experiência no universo das franquias, o que lhe permite dialogar com redes em expansão a partir de uma visão técnica sobre viabilidade, aderência e dinâmica de negociação com diferentes perfis de operadores. Diego Manoel, empreendedor serial com mais de uma década dedicada à criação e à escala de empresas, desenhou a cultura interna em torno de três pilares: velocidade de execução, métricas claras e processos padronizados. A soma dessas frentes — tecnologia, vivência em franchising e gestão empresarial — permitiu à Busca Ponto organizar, desde seu primeiro ano, uma operação capaz de atender simultaneamente pequenos empreendedores, operadores de alcance regional e grandes redes com presença nacional. Mais do que localizar imóveis, a empresa propõe interpretar cada oportunidade à luz de critérios de negócio, o que é, em última análise, o que diferencia prospecção de inteligência de mercado. Uma operação multicanal ancorada em dados O núcleo do trabalho da Busca Ponto está na camada analítica que precede cada indicação. A empresa opera em múltiplas frentes simultâneas: uma base própria de relacionamento com síndicos e administradoras, um time interno dedicado à prospecção ativa, campanhas de mídia digital e tráfego pago com forte segmentação, além de estratégias complementares focadas em qualificação de leads. Essa estrutura se apoia em recursos tecnológicos voltados à inteligência territorial. Mapas de calor, mapeamento geográfico e cruzamento de dados são utilizados para identificar regiões com concentração relevante de condomínios qualificados, avaliar a compatibilidade entre o perfil de cada empreendimento e o modelo operacional do cliente e priorizar oportunidades com maior probabilidade de fechamento. Como efeito prático, o ciclo de prospecção — que nos métodos tradicionais costuma levar meses — é comprimido em poucas semanas, com taxas de conversão significativamente mais altas. O tipo de serviço prestado responde a uma dor concreta do mercado. Estudos recentes com empresas do setor de minimercados autônomos apontam que a captação de novos pontos de venda é uma das três maiores preocupações dos empreendedores, citada por 39% dos pesquisados. Ao transformar esse processo em uma operação estruturada e escalável, a Busca Ponto substitui a dependência de contatos pessoais e tentativas isoladas por um fluxo de trabalho previsível, replicável e mensurável. Uma plataforma digital para o próximo ciclo Com o acúmulo de base de dados, aprendizados operacionais e relacionamento com administradoras e síndicos, a empresa prepara o lançamento de uma nova plataforma digital, concebida para conectar, em um mesmo ambiente, operadores de minimercados, franqueadoras do segmento e empresas que atuam dentro de condomínios a oportunidades previamente qualificadas pela equipe interna. A proposta, segundo o posicionamento da companhia, é converter em produto escalável aquilo que hoje se entrega como serviço personalizado. Por meio da plataforma, clientes terão acesso a condomínios já analisados sob critérios de viabilidade, o que tende a reduzir ainda mais o intervalo entre a decisão estratégica de expandir e a assinatura do contrato. Para o setor, trata-se de uma virada conceitual: a transição de um modelo reativo, no qual o empreendedor procura pontos, para um modelo contínuo, no qual pontos e operações se conectam de forma fluida. Prospecção como diferencial competitivo A leitura da Busca Ponto dialoga com uma transformação mais ampla no varejo de proximidade brasileiro. À medida que o segmento amadurece, ter um produto competitivo, tecnologia eficiente ou operação enxuta já não é suficiente: o que decide o jogo é a capacidade de ocupar, com rapidez e precisão, os melhores endereços disponíveis antes dos concorrentes. Em mercados em consolidação, disputa-se menos margem e mais território. Essa visão guia o trabalho de Diego, Lucas e Davi. Em vez de se posicionar como uma consultoria imobiliária convencional ou como uma prestadora de serviços de localização, a Busca Ponto se apresenta como uma empresa de inteligência aplicada à expansão — postura que, em pouco mais de um ano, lhe rendeu parcerias com algumas das maiores redes do Brasil no segmento e a consolidação como referência nacional em seu nicho. Diante de um mercado projetado para seguir crescendo acima da média do varejo nos próximos anos, a tese dos fundadores é clara: transformar prospecção em processo — e processo em escala — é o que define quem sai na frente.
Busca Ponto: como três sócios criaram a maior operação de prospecção de pontos comerciais do Brasil
A Busca Ponto, criada em 2025 por Diego Manoel, Lucas Godgig e Davi Cristiano, industrializa a prospecção de pontos comerciais para redes em expansão















