Um ex-director das Águas de Gaia (AdGaia) e um empreiteiro ficaram em prisão preventiva no âmbito da operação Água Turvas, que investiga um alegado esquema de corrupção na empresa municipal, decidiu esta terça-feira o Tribunal de Instrução Criminal do Porto.Os 14 detidos — sete funcionários da AdGaia, três com cargos de chefia, um ex-funcionário e seis empresários ligados à construção civil e venda de materiais — foram presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coacção, indiciados pelos crimes de corrupção activa e passiva, branqueamento e abuso de poder.Em comunicado, o Tribunal de Instrução Criminal do Porto do Porto refere que a dois dos arguidos aplicou a medida de coacção mais gravosa, ficando também este ex-director e o empreiteiro proibidos de contactarem entre si, com os demais visados no processo e ainda com com funcionários, membros do conselho de administração e de outros órgãos da empresa municipal.Outros arguidos ficaram com obrigação de permanência na habitação com pulseira electrónica, continuando porém em prisão preventiva até estarem reunidas as condições técnicas para que isso seja possível. E foram igualmente proibidos contactarem entre si e com os demais visados no processo, bem como com funcionários, membros do conselho de administração e de outros órgãos da empresa municipal.Cinco dos suspeitos foram suspensos do exercício funções, tendo um deles sido proibido de se ausentar, sem prévia autorização do tribunal, para África do Sul, com a consequente entrega e apreensão do passaporte. Outros cinco arguidos vão ter de prestar, cada um, uma caução de 100 mil euros, no prazo de 15 dias, ficando também proibidos dos mesmos contactos que os restantes suspeitos. Um destes visados fica ainda proibido de se ausentar, sem prévia autorização do tribunal, para o Brasil.