O anúncio foi feito em um evento fechado para pessoas ligadas ao mercado e médicos, e o g1 teve acesso à informação. A versão brasileira do medicamento chega ao país com uma expectativa de aumentar o acesso ao tratamento, que pode custar cerca de R$ 1 mil por mês. A semaglutida é usada no tratamento da obesidade e sua inclusão no SUS já chegou a ser discutida, mas a demanda foi rejeitada justamente pelo alto custo. A caneta da EMS foi a primeira versão nacional aprovada desde a queda da patente que era da Novo Nordisk. Na última semana, a Anvisa permitiu que a empresa cobrasse como preço máximo da caneta o mesmo praticado pela Novo Nordisk no Ozempic e Wegovy -- valor próximo de R$ 800. No entanto, a EMS já havia anunciado que traria sua versão com preços ao menos 30% mais baratos. Com o plano apresentado pela empresa nesta terça-feira, os valores começam em R$ 452, quase metade do praticado hoje no mercado. EMS anuncia preço da semaglutida brasileira — Foto: Arquivo Pessoal Plano de preços De acordo com a empresa, a solução foi desenvolvida para contemplar os três primeiros meses de tratamento. Com isso, o investimento total para os 90 dias de tratamento vai ser R$ 863,23. Isso faz com que, na média, o paciente tenha um custo médio mensal de R$ 287 por mês durante a fase inicial, com as doses menores. Essas versões, chegam ao mercado no dia 15 de junho. A empresa ainda propôs um pacote com duas canetas de 1,0 mg por R$ 896. Essa ainda não tem uma data para chegar às prateleiras. Anvisa aprova primeira caneta emagrecedora brasileira