Bank of América rebaixa recomendação dos papéis após anúncio Fintech enfrenta reação negativa do mercado após anunciar mudanças em sua diretoria financeira. — Foto: Leo Martins / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 13:22 Nomeação de Novo CFO Faz Ações do Nubank Caírem 10% em Meio a Incertezas Econômicas As ações do Nubank despencaram mais de 10% após a nomeação de Rob Livingston como novo CFO, substituindo Guilherme Lago. A mudança ocorre em meio a um cenário de crédito desfavorável no Brasil e incertezas sobre a estratégia internacional da fintech, levando o Bank of America a rebaixar sua recomendação. Livingston, ex-Visa, terá o desafio de estruturar o banco nos EUA. A fintech sofre pressão do mercado, com queda de 28% nas ações e lucros abaixo do esperado, mas segue focada em expansão global. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As ações do Nubank chegaram a cair até 10% nesta terça-feira após a fintech anunciar a contratação de Rob Livingston, ex-diretor financeiro da Visa para a América do Norte, como novo CFO da companhia. O executivo terá a missão de ajudar a estruturar o banco que a empresa pretende lançar nos Estados Unidos. A mudança surpreendeu o mercado e aumentou as incertezas sobre a estratégia da companhia em um momento considerado delicado. Em relatório a clientes, o Bank of America afirmou que, embora a experiência de Livingston no setor financeiro seja positiva, a troca ocorre em meio a desafios relacionados à qualidade do crédito no Brasil e aos planos de expansão para México, Colômbia e EUA. Após o anúncio, o banco rebaixou sua recomendação para as ações do Nubank de neutra para desempenho abaixo da média do mercado ("underperform"), citando dúvidas sobre a evolução da carteira de crédito e a execução da estratégia internacional. Livingston assumirá o cargo em 13 de julho, substituindo Guilherme Lago, que deixará a função de CFO para atuar como assessor especial da administração e dos comitês de auditoria e risco. Lago estava no Nubank desde 2019 e participou do processo que culminou na abertura de capital da empresa na Bolsa de Nova York, em 2021. As ações do Nubank acumulam queda de 28% em 2026, pressionadas pela deterioração do ciclo de crédito no Brasil. Investidores acompanham com atenção a exposição da fintech a clientes de baixa renda, enquanto os lucros do primeiro trimestre ficaram abaixo das expectativas do mercado devido ao aumento dos custos com inadimplência. Apesar das preocupações, o CEO David Vélez defendeu a escolha do novo executivo, destacando sua experiência em instituições financeiras globais e seu conhecimento do mercado americano. Neste ano, o Nubank recebeu aprovação condicional para operar um banco nos Estados Unidos, um dos principais pilares de sua estratégia de crescimento fora da América Latina. Segundo analistas do Citi, a nomeação faz parte de uma reformulação mais ampla da liderança da companhia para prepará-la para uma operação em escala global. A fintech já atende mais de 135 milhões de clientes na América Latina e não descarta novas expansões nos próximos anos.