O banco Inter está lançando um conjunto de dispositivos usáveis (“wearables”) para facilitar transações de pagamentos, como relógios, anéis e pulseiras. Segundo o banco, o movimento faz parte da estratégia de inovação e de se conectar com o estilo de vida dos clientes, combinando acesso e segurança. "Somos muito inquietos, estamos sempre olhando, querendo nos conectar com nossos usuários", disse o diretor-executivo do Inter para comércio e ecossistema, Rodrigo Gouveia, em evento de lançamento realizado no café que o banco montou no ano passado no Parque do Ibirapuera. Ele destacou a segurança dos dispositivos, que possuem vários fatores de autenticação, com transações com tokenização e criptografia. Assim como o pagamento por aproximação, o limite é de R$ 200, sendo que acima disso é preciso digitar a senha. "Às vezes a pessoa sai para correr aqui no Ibirapuera e não quer levar carteira, celular, então ela leva só o “wearable”. É como se tivesse um cartão 'embedado' na sua mão", comentou. As transações usam o 'rail' (canal) da Mastercard. Todos os dispositivos usam a tecnologia de pagamento pro aproximação NFC, que também pode ser configurada para outros usos, como abrir fechaduras eletrônicas, passar em catracas ou até destravar a porta do carro. O anel e a pulseira já começam a ser vendidos agora, mas o relógio, feito pelo fabricante Acto, só deve estar disponível no fim do ano, provavelmente antes da Black Friday. Todos funcionam sem bateria, não precisam ser recarregados. Eles também serão vendidos no Inter Café e nas salas VIP do banco em aeroportos. Como parte da estratégia de lançamento, clientes Inter também contam com uma campanha promocional no Inter Loop, com pontuação bônus por três meses para clientes que usarem os "wearables". A pulseira custa a partir de R$ 349 e o anel vai até R$ 485. Segundo Gouveia, a tecnologia é mais acessível se comparada com relógios digitais ou “smart rings” que existem no mercado. Obviamente que os dispositivos do Inter não têm outras funções, como acesso à Internet e checagens de saúde, mas atendem a um público que tem esse perfil mais jovem e aspiracional. "Não divulgamos a quantidade que estimamos vender, mas encomendamos algunas centenas de milhares de dispositivos. Se formos pensar que o pagamento por aproximação é mais usado no iOS [sistema operacional do iPhone], quase 20%, 30% da nossa base têm esse sistema. Então aí já são quase 12 milhões de pessoas." O executivo diz que, no futuro, os dispositivos "passivos" do Inter podem ser conectados “wearables ativos", como os smartwatchs. "Isso ainda não existe em escala, dessa forma, em nenhum lugar, mas queremos estar na vanguarda." O diretor-executivo do Inter para comércio e ecossistema, Rodrigo Gouveia (à direita) — Foto: Álvaro Campos/Valor
Banco Inter lança relógio, anel e pulseira para facilitar pagamentos
Segundo o banco, o movimento faz parte da estratégia de inovação e de se conectar com o estilo de vida dos clientes, combinando acesso e segurança











