É um dos temas mais debatidos quando se discute condução autónoma: quem deve assumir a responsabilidade em caso de acidente, o condutor ou o próprio carro? A BYD é o primeiro fabricante a assumir a responsabilidade financeira total por quaisquer colisões que ocorram enquanto o seu sistema de assistência à condução estiver activo. A medida foi revelada durante o Intelligence Strategy Launch Event, onde a fabricante apresentou as suas mais recentes tecnologias.Com esta decisão, a empresa torna-se a primeira grande construtora a oferecer uma cobertura dupla, que protege o utilizador tanto em manobras de estacionamento como na condução do dia-a-dia nas cidades. O programa assegura o pagamento de estragos no veículo, prejuízos causados a terceiros e despesas médicas. Ao contrário dos seguros tradicionais, esta protecção será gratuita e não terá tectos máximos para as indemnizações, garantindo que o cliente não verá o seu seguro pessoal agravado no ano seguinte.Confiança baseada em númerosA base desta garantia invulgar reside na maturidade do sistema de assistência da marca, baptizado de God's Eye (“olho de Deus”). Durante o evento de apresentação, o presidente da empresa, Wang Chuanfu, explicou que assumir a responsabilidade pelas decisões do veículo reflecte a convicção no trabalho das suas equipas: “Assumir a responsabilidade pelos Níveis 3 e 4 de autonomia ainda durante a fase do Nível 2 demonstra a confiança absoluta da empresa na sua própria tecnologia.” Esta referência justifica-se porque, apesar de a tecnologia ser de nível 3 e 4, a lei chinesa ainda só permite condução de nível 2, pelo que o condutor tem de se manter atento e pronto para assumir a condução sempre que necessário. De outro modo, a BYD assume a responsabilidade, mesmo apesar de a lei atribuir essa responsabilidade ao condutor.Esta segurança baseia-se nos dados partilhados por uma frota global que já supera os 3,15 milhões de veículos equipados com este cérebro digital. Juntos, estes carros rodam cerca de 200 milhões de quilómetros por dia, servindo de lição contínua para uma equipa de desenvolvimento que conta com perto de 5000 engenheiros.Quando uma salvaguarda semelhante foi aplicada à função de estacionamento automático, no ano passado, a taxa de utilização do sistema pelos proprietários saltou de 21% para 93%, mantendo os acidentes perto de zero.A nova cobertura de danos associada à condução urbana será válida pelo período de um ano e destina-se a todos os novos compradores, bem como aos actuais proprietários que actualizem o sistema para a versão 5.0 por via digital. Numa primeira fase, o programa estará disponível apenas no mercado doméstico da BYD, a China, aplicando-se sempre que as funções de navegação e estacionamento estejam a ser usadas em estrito cumprimento das regras de trânsito.