A mostra reúne mais de 300 obras do artista. “A blusa romena” (1941) e “Ramo de ameixeira, fundo verde” (1948) — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 20:52 Exposição em Paris destaca renascimento artístico de Matisse na fase final da carreira A exposição em Paris revela a fase final de Henri Matisse, abrangendo mais de 300 obras de 1941 a 1954. Após sobreviver a uma operação crítica e a um prognóstico pessimista, Matisse experimentou um renascimento artístico. Considerada a fase mais prolífica de sua carreira, a mostra destaca sua liberdade criativa e resiliência, desafiando restrições físicas e críticas da época nazista. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em 16 de janeiro de 1941, o artista francês Henri Matisse, sofrendo de um câncer do cólon, foi operado de urgência na clínica do Parc, na cidade de Lyon. Pós-cirurgia, sobreviveu a uma embolia pulmonar. Após ter “escapado da morte por um fio”, como ele mesmo confessou, os médicos lhe deram uma previsão de seis meses de vida. Aos 72 anos, obrigado a permanecer boa parte do tempo acamado, locomover-se em cadeira de rodas e usar um colete de ferro que lhe permitia ficar em pé por não mais do que uma hora, o diagnóstico para o futuro de sua criação artística não era dos mais otimistas. Mas foi exatamente o contrário que se passou. Após um período de convalescença, recluso em seu quarto no Hotel Regina, em Nice, Matisse, classificado pelo nazismo em ascensão como “artista degenerado”, renasceu artisticamente. “Havia me preparado tanto para a minha partida desta vida, que parece-me estar vivendo uma segunda vida”, confidenciou em uma carta a seu amigo pintor Albert Marquet, em janeiro de 1942, um ano após sua operação. Ícaro de Henri Matisse — Foto: Reprodução Mais de 300 obras — muitas delas raramente vistas — dessa sua derradeira fase, de 1941 até sua morte, em 1954, aos 84 anos, foram reunidas pelo Centro Pompidou e podem ser atualmente admiradas em uma grande exposição no Grand Palais, em Paris, até 26 de julho. “Trata-se do período mais prolífico de sua carreira”, avalia Claudine Gaumont, curadora da exposição “Matisse, 1941-1954”. “É realmente seu apogeu, em que se nota uma forma de liberdade, por meio da qual vai livrar-se de certas restrições. Essa última parte de sua obra expressa um momento de graça. Picasso dizia que, naquele momento, Matisse sabia exatamente muito bem aonde queria chegar.” Sua arte ganhou um novo alento, apesar de sua delicada condição física. Em outra missiva, de dezembro de 1942, Matisse escreveu: “As pessoas acham que eu me expresso com facilidade. Errado. Estou sempre trabalhando em uma obra, assim como um pianista faz escalas ou um acrobata pratica exercícios físicos. Gosto da dificuldade”.
Exposição em Paris revela a fase final de Henri Matisse
A mostra reúne mais de 300 obras do artista.









