O diretor-geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Gilbert Houngbo, defendeu nesta segunda-feira (1º) que os lucros gerados pela inteligência artificial (IA) devem beneficiar os trabalhadores e serem feitos de forma justa.

Durante a Conferência Internacional do Trabalho em Genebra, Houngbo disse que a IA está transformando o mercado de trabalho ao mudar a forma como se cria valor e como as decisões são tomadas.

"Os trabalhadores devem poder compartilhar os lucros de produtividade geradas pela IA. Esses lucros devem ser distribuídos de maneira justa mediante melhores salários, uma maior proteção trabalhista e um crescimento mais inclusivo", afirmou.A divisão dos ganhos com IA foi uma das exigências dos trabalhadores da Samsung, que ameaçaram greve por 18 dias na Coreia do Sul. Os sindicatos chegaram a um acordo com a empresa e os 78 mil trabalhadores do setor de semicondutores receberão 10,5% do lucro operacional da empresa, que subiu de 1,1 trilhão de won (R$ 3,7 bilhões) para 57,2 trilhões de won (R$ 192,1 bilhões) no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2025

A maioria das instituições econômicas, incluindo o Banco Central Europeu, afirma que a IA teve, até o momento, apenas efeitos menores sobre o emprego.