Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), na diplomação dos eleitos em 2022 — Foto: Reprodução/Redes sociais O deputado federal Mario Frias (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Civil que mirou Karina Gama, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (1º). A produtora passou a ser investigada sob suspeita de fraude em um contrato da Prefeitura de São Paulo com a sua ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB). Os investigadores também apuram se o dinheiro desse contrato financiou indiretamente o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente. O parlamentar disse que Karina “não ficará sozinha” e saiu em sua defesa, afirmando que a produtora é “humilde, honesta e trabalhadora”. “Confiamos irrestritamente nela. Karina está sendo usada politicamente. Tudo será amplamente explicado”. O deputado disse ainda que o contrato de R$ 108 milhões firmado pela gestão Ricardo Nunes (MDB) com o instituto de Karina para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi gratuito em vias públicas da cidade “é desconexo” do filme de Bolsonaro. Frias é o aliado do ex-presidente mais próximo a Karina. Ele é roteirista e produtor executivo do filme "Dark Horse", enquanto ela é dona da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme. Conforme reportagem do “G1”, em 2022, Karina prestou serviços de consultoria para a campanha de Frias. O parlamentar ainda destinou aproximadamente R$ 2 milhões para o instituto de Karina via emendas parlamentares. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de uma apuração preliminar sobre a transação.