Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo demonstrações financeiras divulgadas pela empresa estatal. O rombo é quase o dobro do observado em igual período do ano passado, quando o resultado ficou negativo em R$ 1,7 bilhão.
Em processo de reestruturação, a companhia registrou queda em suas receitas, mas também conseguiu reduzir custos operacionais.
O resultado também foi influenciado pelo reconhecimento de uma dívida potencial de R$ 1,06 bilhão decorrente de ações trabalhistas. O impacto havia sido retirado do balanço pela administração anterior da empresa, gerando questionamentos internos e também de órgãos de controle, como o TCU (Tribunal de Contas da União).
O rombo vem após os Correios acumularem um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, o pior desempenho já registrado pela empresa, que está com as contas no vermelho desde 2022.
Sob novo comando desde o fim de setembro de 2025, quando o presidente Emmanoel Rondon assumiu a presidência dos Correios, a companhia obteve no ano passado um empréstimo de R$ 12 bilhões com aval da União (que honrará os pagamentos em caso de inadimplência) para tentar regularizar passivos e bancar seu plano de reestruturação, cujo objetivo principal é tornar a empresa sustentável financeiramente no futuro.










