Operação liga restaurantes do shopping Iguatemi Alphaville a residencial em Barueri; empresa quer expandir modelo para outros condomínios da região Drone realiza entregas do IFood — Foto: Divulgação/IFood RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 15:04 iFood Lança Entregas por Drone em Alphaville, Barueri (SP) O iFood iniciou entregas por drones em Alphaville, Barueri (SP), conectando restaurantes do shopping Iguatemi Alphaville a um condomínio local. Com percurso de 3,5 km concluído em cinco minutos, o modelo visa agilizar entregas e solucionar atrasos na entrada de entregadores. A operação, monitorada por operadores humanos, utiliza drones com autonomia de até 10 km e capacidade de carga de até 5 kg. A expectativa é expandir o serviço para outros condomínios na região. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Desde o meio-dia desta segunda-feira, os 2.500 moradores do condomínio Alphaville Residencial Zero, em Barueri (SP), passaram a receber pedidos do iFood com ajuda de drones. A operação conecta restaurantes do shopping Iguatemi Alphaville ao residencial, localizado a 3,5 quilômetros de distância, percurso que a aeronave completa em cerca de cinco minutos. É a primeira vez que o modelo chega a um condomínio da Grande São Paulo. Além de reduzir o tempo de deslocamento, o modelo tenta resolver um problema comum nas entregas para residenciais fechados, que é a demora para que entregadores façam o cadastro na portaria. O modelo funciona assim: depois de preparar o pedido, o restaurante entrega a sacola para a ADA, robô terrestre do iFood, que leva o pacote até a base de decolagem. Lá, o drone é carregado e segue até o condomínio, onde um entregador espera e conclui o último trecho até o cliente. Ifood inicia entrega com drones em Alphaville No mapa, será possível acompanhar o pedido da mesma forma que o consumidor pode acompanhar entregas convencionais. Os drones operam de forma automatizada, supervisionados por um operador humano. As aeronaves têm autonomia de até 10 quilômetros em trajetos de ida e volta ou 23 quilômetros em apenas um sentido, com velocidades de até 50 km/h. A nova rota contará com dois drones. Cada aeronave suporta até 10 quilos, mas a certificação atual autoriza apenas o transporte de cargas de até 5 quilos. Ou seja, a quantidade de pedidos por viagem varia conforme o peso e o volume dos pacotes. A nova rota segue um modelo semelhante ao que o iFood já mantém em Recife. Lá, os drones ajudaram a superar a barreira de área de mata nativa entre restaurantes e condomínios, o que tornava as entregas mais lentas. Em setembro do ano passado, a empresa retomou comercialmente as entregas por drones após obter a primeira autorização permanente do país para voos sobre áreas povoadas, em Aracaju. Em uma das rotas da cidade, o tempo total de deslocamento caiu de cerca de uma hora para 30 minutos com a integração aérea. A expectativa do iFood é que a nova rota realize cerca de 500 entregas por mês. Em Aracaju, a operação supera mil pedidos mensais. A empresa espera que o modelo possa ser replicado em outros empreendimentos próximos ao shopping: — A ideia é ter um shopping grande com vários restaurantes e vários condomínios em volta. Nosso sonho é que essa rota consiga destravar novos condomínios e que a empresa consiga, com essa mesma estrutura aqui, abrir novos pontos de pouso e atender novos pedidos — diz Arnaldo Bertolaccini, VP de Logística do iFood, acrescentando que a nova modalidade não terá custo extra para os consumidores em relação às entregas convencionais. Em Barueri, o problema era o tempo e cadastro previsto nos procedimentos de acesso ao condomínio. Segundo o iFood, aproximadamente metade dos entregadores prefere recusar corridas para o local por conta da demora. A empresa afirma ainda que a mudança não deverá trazer perdas financeiras aos entregadores. Segundo o iFood, o tempo antes gasto aguardando autorização para entrar nos condomínios tende a ser compensado pelo aumento do volume de entregas disponíveis dentro da área atendida. — Além da velocidade, temos um ingrediente adicional (nessa nova rota), que é o tempo de espera do entregador para fazer o cadastro dentro dos condomínios. Isso gerava uma perda de renda para o entregador e um tempo adicional de entrega — conclui Bertolaccini. Manoel Coelho, cofundador e CEO da Speedbird Aero, diz que a rota em Barueri está entre as mais complexas já desenvolvidas pela companhia, que fabrica os drones usados pelo IFood. Ele lembra que o Brasil tem o segundo espaço aéreo mais congestionado do mundo. — Para voar no Brasil, é preciso tecnologia, segurança e confiança no equipamento. Nós começamos (a testar) em locais que não eram tão complexos como aqui, em vários lugares do mundo. Voltamos agora para essa rota que é, sem dúvida, a mais desafiadora. A rota de cada um dos drones, que altitude nós vamos voar, isso tudo é predeterminado para que sempre haja uma consistência nas operações. Coelho acrescenta que a empresa trabalha em uma tecnologia para aumentar a precisão da previsão das condições climáticas ao longo das rotas. O desafio, segundo ele, é que os drones operam mais próximos do solo do que as aeronaves convencionais, para as quais foram desenvolvidos os sistemas tradicionais de monitoramento aéreo. A ferramenta ainda está em fase de testes. Mesmo assim, ele diz que as aeronaves já demonstraram resistência em condições adversas nos outros países onde são usadas.
iFood inicia entregas por drones em condomínio de Alphaville, em São Paulo; veja vídeo
Operação liga restaurantes do shopping Iguatemi Alphaville a residencial em Barueri; empresa quer expandir modelo para outros condomínios da região









