O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta segunda-feira a possível interrupção das negociações de paz com o Irã, dizendo à CNBC: “Não me importo se elas acabaram, sinceramente.” “Realmente não me importo. Não poderia me importar menos”, disse Trump em uma entrevista por telefone, ao ser questionado sobre relatos de que negociadores iranianos suspenderão as comunicações com os EUA devido às operações militares de Israel no Líbano. Trump afirmou também que iria “perguntar” ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, “o que está acontecendo no Líbano”. Ele também disse não estar preocupado com os preços do petróleo, que dispararam após a divulgação, pela mídia estatal iraniana, de que Teerã estaria prometendo “bloquear completamente” o Estreito de Ormuz, além de interromper as negociações. “Acho que o petróleo vai despencar muito em breve, em um futuro muito próximo”, afirmou Trump. Netanyahu teria conversado por telefone com Trump nesta segunda, segundo informaram diversos veículos da imprensa israelense, sem fornecer mais detalhes sobre o conteúdo da conversa. Não estava claro se o telefonema com Netanyahu ocorreu antes ou depois da entrevista de Trump com a NBC. EUA e Irã pareciam caminhar para um acordo na semana passada, trocando propostas e sinalizando concordância em alguns pontos. A ideia principal seria a de estender o cessar-fogo por 60 dias e reabrir o Estreito de Ormuz em até 30 dias, enquanto continuariam as conversas sobre o programa nuclear iraniano – os EUA insistem que o Irã não pode desenvolver uma bomba nuclear e deve entregar seus cerca de 400 quilogramas de urânio enriquecido. O Irã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e se recusa a entregar o urânio. Representantes do Irã, contudo, interromperam as negociações com os EUA por meio de mediadores devido aos ataques de Israel contra o Hezbollah, apoiado por Teerã, no Líbano. A informação foi divulgada nesta segunda pela agência estatal iraniana Tasnim. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, sugeriu nesta segunda que a crescente invasão israelense do Líbano e os ataques realizados no país, juntamente com a continuidade do bloqueio naval imposto pelos EUA, constituem uma violação do cessar-fogo. O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez a mesma observação. “O bloqueio naval e a intensificação dos crimes de guerra no Líbano pelo regime sionista genocida são provas claras do descumprimento do cessar-fogo pelos Estados Unidos”, escreveu ele nas redes sociais.
Trump: Não me importo se as negociações com o Irã acabaram
Presidente dos EUA minimizou a possível interrupção das negociações de paz com o Irã, anunciada por uma agência iraniana














