O ator Wagner Moura entrou com uma queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia pedindo que ele seja condenado a até quatro anos e seis meses de detenção por difamação e injúria.
Na ação, o artista afirma que o religioso ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao chamá-lo de "cretino" e "esquerdista de ataque [na verdade, Malafaia queria dizer 'araque']" em postagens em redes sociais ao comentar a participação dele no filme "O Agente Secreto". Tanto o longa como o ator foram indicados ao Oscar.O pastor afirmou à coluna que Moura terá que processar "centenas de milhares" de pessoas que expressaram opinião parecida com a dele nas redes sociais, e questionaram o uso de recursos públicos no filme [ver abaixo].
Na ação, os advogados Augusto Arruda Botelho e Caio Mariano lembram que o ator tem "mais de duas décadas de trajetória artística" e um trabalho amplamente reconhecido e premiado, participando ativamente do debate público sobre temas políticos, sociais e culturais, o que o tornaria mais exposto a críticas da opinião pública.
Eles sustentam, no entanto, que Malafaia não fez críticas, mas sim "ofensas injuriosas e difamatórias, com o nítido intuito de macular" a honra de Wagner Moura.














