Quem foi ao show de Geraldo Azevedo, 81, no último domingo, em São Paulo, testemunhou duas horas de encontros entre gerações. A apresentação, parte da turnê "Oitentação", foi guiada por conexões do artista pernambucano. Com a própria obra, com canções de amigos e inspirações, com a banda, convidados e o violão.

Para revisitar alguns dos sucessos de carreira de 60 anos, o artista reuniu, no Espaço Unimed, nomes de gerações mais recentes da música brasileira.

Junto de Péricles, cantou "Sétimo Céu" e "Dona da Minha Cabeça". Ambas as canções, gravadas pela dupla no álbum "Pagode do Pericão II", são composições de Azevedo e Fausto Nilo.

Péricles disse que foi Geraldo Azevedo quem o fez querer se dedicar à música. "Tanto as letras, a poesia dele, como a harmonia, percorrem caminhos que podem ser levados para o samba."

Os caminhos poéticos, harmônicos e melódicos de Azevedo também são referência para Mariana Aydar, 46, responsável por interpretar "Táxi Lunar", composição de Alceu Valença, Zé Ramalho e Azevedo. Tida pelo pernambucano como a paulista mais nordestina que conhece, ela falou sobre estar no show.