A linha de produção do caça sueco Gripen E no Brasil deverá ser expandida devido à compra do modelo pelo governo da Ucrânia. Na semana passada, Kiev e Estocolmo firmaram acordo para a venda de 20 aviões da fabricante Saab.
O negócio, de quase R$ 15 bilhões, será bancado pelo empréstimo que a União Europeia conseguiu descongelar para os ucranianos após a saída do poder do premiê da Hungria, Viktor Orbán, aliado de Vladimir Putin que vinha vetando a transação.
"Para este primeiro lote, teremos de aumentar a produção. Precisamos expandir no Brasil e talvez ter novas unidades", afirmou o chefe de vendas da fabricante Saab, Mikael Franzén. Hoje, a empresa tem capacidade de produzir cerca de 20 Gripen por ano.
"Talvez precisaremos ir a 30, ou mais", disse o executivo em uma conversa com jornalistas em Linköping, cidadezinha sueca onde fica a fábrica do Gripen. A linha brasileira está na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior paulista.
Ele ressalvou que o contrato ainda não está assinado. A fábrica brasileira entregou para testes de voo seu primeiro Gripen feito localmente em março, e tem outros três aviões em produção.











