PUBLICIDADE Benefício teria sido obtido por meio da simulação de uma união estável do político com uma procuradora aposentada Fachada do prédio do Ministério Público do Rio de Janeiro — Foto: MPRJ/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 11:04 Vice-prefeito de Trajano de Moraes é acusado de fraude milionária em pensão O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Hélio Luiz Fazoli, vice-prefeito de Trajano de Moraes, e sua ex-mulher, Adriana Canes Peçanha, por fraude em pensão que gerou prejuízo de R$ 4,6 milhões. O casal teria simulado uma união estável com uma procuradora aposentada, falecida, para receber o benefício. Foram denunciados por estelionato qualificado e falsidade ideológica. A defesa nega as acusações, alegando que a investigação foi parcial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Hélio Luiz Fazoli, vice-prefeito de Trajano de Moraes, município localizado na Região Serrana, e a ex-mulher dele, Adriana Canes Peçanha, foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro(MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça da comarca, por um esquema de fraude que teria garantido ao primeiro suspeito o recebimento de cerca de R$ 6,8 milhões em pensão do RioPrevidência. Segundo a denúncia, o benefício foi obtido por meio da simulação de uma união estável com a procuradora do Estado do Rio de Janeiro aposentada Ângela Marília de Moraes Peçanha, que era tia da ex-mulher do político. Desse total, o prejuízo efetivo aos cofres públicos supera R$ 4,6 milhões entre 2017 e 2025. De acordo com as investigações, o casal teria planejado a fraude após formalizar o divórcio, em 2013. No ano seguinte, Hélio declarou em cartório uma suposta união estável com a tia de Adriana, que já era idosa. Para o MPRJ, a relação nunca existiu, e a procuradora foi gradualmente afastada do convívio familiar enquanto o esquema era executado. Com base no documento considerado falso, Hélio requereu pensão por morte ao RioPrevidência após a morte da procuradora, em 2017. O benefício foi concedido e passou a gerar pagamentos mensais superiores a R$ 70 mil. Ao longo de mais de sete anos, ele teria recebido quase R$ 7 milhões em valores brutos. As investigações apontam ainda que parte dos recursos era transferida regularmente para Adriana, em repasses descritos como uma espécie de “mesada”, além de pagamentos destinados a terceiros ligados ao investigado. A Promotoria sustenta que a fraude foi estruturada para garantir o recebimento contínuo do benefício milionário, por meio de falsidade ideológica e simulação de vínculo de união estável inexistente. Hélio e Adriana foram denunciados pelos crimes de estelionato qualificado e falsidade ideológica. O MPRJ também requereu à Justiça o bloqueio e o sequestro de bens dos acusados para assegurar o ressarcimento integral dos danos causados ao erário. Ao Fantástico, da TV Globo, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e de Adriana Canes Peçanha afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas do cenário político local. Diz ainda que os parente de Ângela que prestaram depoimento sequer frequentavam a cidade e que, como não há inventário aberto, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota acrescenta que a imagem da ex-procuradora merece respeito e será defendida por quem realmente cuidou dela; e conclui dizendo que a inocência dos dois será provada na Justiça.