A era de ouro de Hollywood brilhou na aura de grandes e talentosas actrizes com carreiras de sonho. Foi uma época de talentos e beldades quiçá maiores que Marilyn Monroe. Contudo, nenhuma se tornou tão representativa da velha Tinseltown quanto ela. Nesta segunda-feira, 1 de Junho de 2026, Monroe faria 100 anos e merece ser aqui recordada pela actriz talentosa e pela figura incontornável que se tornou na história do cinema.Dotada de uma beleza incandescente, com uma história de vida difícil, uma personalidade única, mágica e deleitosamente magnética (a que só Greta Garbo se pode equiparar), Monroe cativou uma legião de fãs que ainda hoje não pára de crescer. Monroe participou em poucos filmes, grande parte bastante esquecível. Porém, tornou-se estrela cintilante, uma espécie de canto do cisne, numa época em que o studio system e o star system tinham os dias contados. Apesar de se inserir na recta final de tempos gloriosos do cinema, é provavelmente a mulher mais famosa do século XX. Muito foi escrito sobre a sua infância difícil, em lares adoptivos e com uma mãe mentalmente frágil. A pequena Norma Jeane Mortenson (o seu verdadeiro nome) refugiava-se no cinema, deixando-se encantar pela primeira loira platinada de Hollywood, Jean Harlow, o seu ídolo que tentou imitar, e pelo seu actor preferido, Clark Gable, fantasiando ser ele seu “pai” (Monroe nunca chegou a conhecer o seu verdadeiro pai).Ainda muito jovem, Monroe começou a trabalhar como modelo pin-up, para o qual tinha óbvio talento e daí à entrada no cinema foi um pequeno salto. Mudou o seu nome para Marilyn a pedido do agente Ben Lyon e conseguiu um contrato de seis meses com a 20th Century Fox, um grande estúdio que tinha uma especial predilecção por promover actrizes loiras em comédias musicais, desde a extraordinária Shirley Temple, a Alice Faye, Betty Grable e June Haver.Incompreensivelmente, o chefe da Fox, Darryl F. Zanuck, não via em Monroe potencial enquanto actriz. Mas foi ao desempenhar pequenos papéis em dois grandes filmes que ela captou a atenção da crítica e do público: The Asphalt Jungle (1950) e sobretudo All About Eve (1950) colocaram-na no mapa. De seguida, num novo contrato com a Fox, Monroe fez um filme B, Don’t Bother to Knock (1952), onde pôde demonstrar algum talento dramático, mas foi no ano seguinte que se tornou por direito próprio uma grande estrela da comédia, a sua verdadeira “praia”.
O centenário da mais adorada das mulheres: Marilyn Monroe
Monroe morreu e com ela morreu a velha Hollywood. Ao longo dos anos, várias foram as actrizes que procuraram replicar a estrela, mas nunca conseguiram.












