Análise do Grupo All Cross aponta que a maioria dos usuários de planos de saúde no país não vai se beneficiar do teto de reajuste aprovado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O índice máximo de 5,11% foi anunciado como o menor aumento desde 2000.

Mas, segundo pesquisa da empresa, usando dados da própria ANS, o índice de usuários beneficiados será de 14,5%. São 7,7 milhões de pessoas atreladas a contratos individuais ou familiares. Os demais 85,5% (45,2 milhões de clientes) estão em acordos coletivos, em que não existe teto de reajuste.

O único ano desde o início do século que destoa dos aumentos foi 2021. Houve redução de 8,19% por causa da pandemia da Covid-19.

O Grupo All Cross faz gestão e intermediação de planos de saúde empresariais, para PMEs (pequenas e médias empresas) e por adesão.

A companhia afirma que o anúncio do teto cria uma percepção distorcida, já que os contratos coletivos (empresariais, via sindicatos ou associações e por adesão) não possuem limite de aumento. Para planos PME com até 29 beneficiários, o reajuste foi de 13,5% em média neste ano até agora. Os dados são da ANS.