Elas desempenham um papel fundamental na formação das atitudes coletivas, da cooperação e da confiança que sustentam a coesão da sociedade Atividade de leitura na colônia de férias da Escola Americana — Foto: Divulgação//CanalA Comunicação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 31/05/2026 - 21:47 Educação: Papel Crucial das Escolas na Coesão Social e Confiança As escolas têm um papel crucial na formação social, indo além do sucesso acadêmico. Elas desenvolvem atitudes coletivas e habilidades socioemocionais, essenciais para a coesão social, como confiança e cooperação, conforme defende Sule Alan em artigo da Universidade Cornell. Embora estudos foquem no impacto individual, há evidências de que a educação fortalece relações de confiança e reciprocidade, essenciais para uma sociedade mais justa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Escolas não preparam os alunos apenas para o sucesso acadêmico ou para o mercado de trabalho; elas desempenham um papel fundamental na formação das atitudes coletivas, da cooperação e da confiança que sustentam a coesão social. É difícil encontrar, dentro e fora do campo educacional, quem discorde desse argumento, defendido pela pesquisadora Sule Alan, da Universidade Cornell, em recente artigo publicado pelo National Bureau of Economic Research. No entanto, na prática, ainda sabemos pouco sobre os mecanismos e os impactos da escola na formação desse capital social coletivo. O papel da educação no desenvolvimento de habilidades cognitivas e na formação de capital humano já é bastante mapeado na literatura acadêmica. E é, sem dúvida alguma, uma dimensão muito relevante. Temos evidências históricas de que a ampliação da escolaridade é um dos fatores a explicar o desenvolvimento das nações. Mais recentemente, estudos avançaram também ao mostrar o impacto positivo da qualidade do ensino em indicadores como a produtividade e o PIB. A contribuição da educação para esses fatores é mais ressaltada, entre outras razões, pelo valor que damos a essas variáveis, e por serem mais fáceis de serem mensuradas, através de testes de aprendizagem ou de indicadores econômicos. No entanto, desde a década de 90, novas pesquisas vêm reforçando a importância das habilidades socioemocionais — como perseverança, resiliência, autocontrole, autoconhecimento e empatia. Já temos evidências de que essas características são relevantes no longo prazo, e que podem ser desenvolvidas no âmbito escolar. Mas os estudos até agora têm enfatizado sobretudo os impactos individuais. O que Sule Alan argumenta em seu artigo é a necessidade de avançarmos também no conhecimento sobre os resultados sociais desse esforço. “Se habilidades socioemocionais, como confiança e cooperação, facilitam a resolução coletiva de problemas e a cooperação, então seu cultivo nas escolas tende a gerar benefícios a longo prazo que vão muito além do sucesso individual”, pois “quando as escolas incutem efetivamente valores pró-sociais — promovendo inclusão, justiça e cooperação — elas lançam as bases para uma sociedade mais justa e coesa.” Apesar da escassez de estudos que consigam mensurar de forma mais precisa os mecanismos e o impacto direto da educação nessas dimensões sociais coletivas, a pesquisadora cita pesquisas que comprovam a capacidade de ações realizadas no âmbito da escola de melhorarem as relações de confiança e reciprocidade entre alunos. Essas são características que facilitam a coesão social, fator que se correlaciona com a prosperidade econômica, estabilidade institucional e diminuição de desigualdades. Como argumentei no início desse texto, nenhuma dessas conclusões chega a ser surpreendente, e a função social mais ampla da escola é um objetivo presente desde as origens dos sistemas educacionais modernos. Avançar na mensuração e no entendimento de como elas contribuem para esse objetivo coletivo reforça o argumento de que os benefícios do investimento em educação extrapolam aquilo que é medido em testes de aprendizagem.
O impacto social das escolas
Elas desempenham um papel fundamental na formação das atitudes coletivas, da cooperação e da confiança que sustentam a coesão da sociedade









