Ao amanhecer, centenas de homens se reúnem em uma praça poeirenta em Chaghcharan, capital da província de Ghor, no Afeganistão.

Eles se alinham à beira da estrada, com rostos cansados, na esperança de que alguém apareça oferecendo qualquer tipo de trabalho. Disso depende se suas famílias terão o que comer naquele dia.

As chances de conseguir emprego, porém, são baixas.

Juma Khan, de 45 anos, encontrou apenas três dias de trabalho nas últimas seis semanas, recebendo entre 150 e 200 afeganes por dia (cerca de R$ 13 a R$ 17).

"Meus filhos foram dormir com fome por três noites seguidas. Minha esposa chorava, meus filhos também. Então implorei a um vizinho por dinheiro para comprar farinha", conta.