De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente tem "quadro clínico leve e compatível para algumas possíveis doenças infecciosas" mas "não possui todos os critérios para se enquadrar na definição de caso suspeito para ebola". A investigação do paciente está sendo feita por precaução dado o cenário epidemiológico internacional. Portanto, a secretaria não define que ele seja o primeiro caso suspeito de ebola no Rio de Janeiro. Um dos testes já realizados atestou positivo para malária. Mesmo assim, por cuidado, o paciente seguirá isolado até sair o resultado do exame de ebola. LEIA TAMBÉM: A Secretaria Estadual de Saúde disse que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) foi acionado e que o paciente tem sintomas virais, como tosse, calafrios e diarreia. Ele não relatou febre ou dor de cabeça intensa. "Como se trata de um país em que há regiões com surto confirmado de ebola, a SES-RJ acionou imediatamente o protocolo de segurança para esses casos", afirma o posicionamento. Testes — Foto: IOC-Fiocruz O protocolo de segurança envolve a transferência para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), para onde ele foi levado e ficará isolado até que seja descartada a possibilidade de infecção pelo vírus. "Enquanto referência para o tema junto ao Ministério da Saúde, a Fiocruz está preparada para realizar o atendimento médico e a testagem diagnóstica para casos suspeitos de ebola", afirma a Fiocruz. O paciente foi buscado em casa por uma ambulância especial e com equipamentos especiais de proteção para as equipes. Paralelamente, a Vigilância Epidemiológica da SES-RJ faz levantamento das pessoas que possam ter tido contato com o ele. E orienta os contactantes a informarem às autoridades de saúde o aparecimento de sintomas como febre alta e repentina, dores de cabeça intensa e dores musculares e nas articulações. A transmissão da doença A transmissão do ebola se dá por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas portadoras da doença. O infectado só transmite o vírus na fase aguda, com apresentação de sintomas severos. Na última semana, a Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) atualizou uma nota com orientações à rede de saúde sobre o surto de doença pelo vírus ebola, da cepa Bundibugyo. O documento aponta, entre outros fatores, a importância do isolamento nesse tipo de caso. Entenda o Ebola em 7 pontos Em 2014, o ebola foi declarado uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. No entanto, não foram registrados casos de transmissão autóctones (ou seja, nativas) do vírus na América do Sul. Alguns dos sintomas da ebola envolvem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, indica a Secretaria de Saúde de SP. "O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença", diz a nota publicada por ela. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no surto atual de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, são 18 mortes confirmadas em 134 casos confirmados, com uma taxa de 13% de mortalidade. Esse número está bem abaixo da média histórica. Outras 223 mortes e 906 casos estão em investigação.