Estudo internacional mostrou desaparecimento completo dos tumores em 15 pacientes com câncer de cabeça e pescoço resistente a tratamentos convencionais Injeção experimental de imunoterapia mostrou resultados promissores contra tumores avançados de cabeça e pescoço em estudo internacional — Foto: Unsplash RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/05/2026 - 18:24 Imunoterapia com Amivantamab Elimina Tumores em Pacientes com Câncer Avançado Um estudo internacional revelou que o amivantamab, uma injeção experimental de imunoterapia, eliminou completamente tumores em 15 pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço resistentes a tratamentos convencionais. O tratamento mostrou uma redução significativa dos tumores em mais de um terço dos 102 participantes de 11 países. O amivantamab bloqueia proteínas cancerígenas, interfere em mecanismos de proteção tumoral e estimula o sistema imunológico. A sobrevida média foi de 12 meses, mas mais estudos são necessários para confirmar sua eficácia e segurança. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma injeção experimental de imunoterapia conseguiu eliminar completamente tumores em 15 pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço que já não respondiam aos tratamentos disponíveis, segundo resultados de um estudo internacional apresentados neste sábado durante o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago. A pesquisa envolveu 102 pacientes de 11 países com tumores agressivos e recorrentes. De acordo com os resultados, mais de um terço dos participantes apresentou redução significativa dos tumores, enquanto 15 pacientes tiveram desaparecimento completo das lesões após receberem o medicamento amivantamab. O tratamento foi testado em pessoas que já haviam passado por quimioterapia e imunoterapia sem sucesso. Entre os casos mais difíceis, especialmente aqueles não relacionados ao vírus HPV, os pesquisadores observaram respostas consideradas promissoras. O amivantamab atua por meio de uma estratégia tripla: bloqueia proteínas que ajudam o crescimento do câncer, interfere em mecanismos que protegem os tumores da ação do sistema imunológico e estimula células de defesa a atacar as células cancerígenas. A aplicação é feita por meio de uma injeção subcutânea a cada três semanas. ONG holandesa oferece tatuagem gratuita a mulheres com cicatrizes de câncer de mama 1 de 6 Jacqueline van Schaik, sobrevivente de câncer de mama, se olha no espelho depois de terminar a tatuagem em torno das cicatrizes de mastectomia — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP 2 de 6 Darryl Veer, tatuador que fez dezenas de tatuagens cobrindo cicatrizes por quinze anos, trabalha em uma tatuagem artística em torno das cicatrizes de mastectomia — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Paciente que passou por mastectomia realiza tatuagem no local em que ficava o seio — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP 4 de 6 Myriam Scheffer, fundadora da organização "Tittoo.org", posa mostrando uma cicatriz que resta da cirurgia de retirada da mama — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP X de 6 Publicidade 5 de 6 Paciente finaliza tatuagem de flores vermelhas na região dos seios após a retirada da mama — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP 6 de 6 Tatuador e sobrevivente de câncer de mama posam juntos após término da tatuagem — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP X de 6 Publicidade Fundação reúne tatuadores dispostos a ajudarem pacientes que passaram pela mastectomia a recuperarem a autoestima Segundo os pesquisadores, 42% dos participantes apresentaram redução do tamanho dos tumores. A sobrevida média observada no estudo foi de cerca de 12 meses, considerada relevante para pacientes que já tinham poucas opções terapêuticas disponíveis. Um dos participantes do ensaio, o britânico Carl Walsh, relatou melhora significativa após iniciar o tratamento. Conforme divulgado pelos pesquisadores, ele voltou a se alimentar normalmente e recuperou parte da fala depois que os tumores diminuíram. Carl Walsh, de 56 anos, diagnosticado com câncer de língua em maio de 2024, participou do estudo clínico OrigAMI-4 — Foto: Divulgação Embora os resultados sejam considerados encorajadores, especialistas destacam que ainda são necessários estudos maiores para confirmar a eficácia e a segurança da terapia antes de uma possível ampliação do uso. Atualmente, o amivantamab já é aprovado para alguns casos de câncer de pulmão e está sendo investigado para outros tipos de tumores, incluindo cânceres de cérebro, estômago e pulmão. O avanço ocorre em meio a uma corrida global pelo desenvolvimento de imunoterapias e vacinas contra o câncer. Nos últimos anos, sistemas de saúde como o NHS, do Reino Unido, ampliaram programas de testes clínicos com vacinas personalizadas e outras estratégias para estimular o sistema imunológico a reconhecer e destruir células tumorais.