Na Puskás Arena, em Budapeste, ocupada por mais de 60 mil torcedores –divididos entre os do Paris Saint-Germain e os do Arsenal, finalistas da Champions League 2025/2026–, Gabriel Magalhães toma distância, não muita, e parte para sua cobrança de pênalti.

Era a quinta do clube inglês na disputa de pênaltis, depois de um 1 a 1 no tempo normal e um 0 a 0 na prorrogação. Caso o zagueiro, titular da seleção brasileira, fizesse, haveria sequência, em batidas alternadas.

O canhoto Magalhães, parecendo concentrado, correu, bateu e... mandou a bola por cima do gol do goleiro Safonov, direto nas arquibancadas onde estava a torcida do PSG. Lembrou-me um chute de field goal, do futebol americano. Errou por muito.

Resultado: o PSG levará para Paris seu segundo título europeu seguido, e o Arsenal ficará mais um ano sem a cobiçada Orelhuda, o troféu da Champions, nunca ganho pela equipe londrina.

A coisa mais fácil a fazer é botar a culpa em Magalhães. A responsabilidade, contudo, pode não ser dele, ou não só dele.