Os confrontos recentes contra times brasileiros lançaram desafios que o bicampeão da Liga dos Campões da Europa teve de enfrentar novamente Gabriel Magalhães, do Arsenal, na final da Champions League contra o PSG — Foto: NICOLAS TUCAT / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/05/2026 - 19:19 Estratégia defensiva do Arsenal ecoa estilo Botafogo contra PSG na Liga dos Campeões O Arsenal, no espírito do Botafogo, buscou seu primeiro título da Liga dos Campeões enfrentando o PSG, ecoando estratégias defensivas semelhantes às de times brasileiros como Flamengo e Botafogo em competições internacionais. Com uma defesa sólida, o Arsenal, apesar de menor posse de bola, forçou um empate com um PSG dominante. Destaca-se a imprevisibilidade do futebol, onde mesmo o domínio estatístico do PSG não garantiu a vitória. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No ano em que o chamei de Inglaterra da Libertadores (em alusão à seleção que sempre se acha favorita à Copa do Mundo, mesmo só tendo vencido uma, há décadas), o Flamengo foi campeão – e ainda levou o Brasileiro, uma dobradinha que até então só o Santos de Pelé tinha conseguido. De lá para cá, repetiu a façanha e viu um rival alcançá-la. Pois ontem o inglês Arsenal entrou em campo disposto a se tornar o Botafogo da Liga dos Campeões da Europa, campeão continental pela primeira vez e nacional depois de muito tempo na mesma temporada. E contra um adversário que a dupla carioca já teve de enfrentar em competições internacionais, usando uma estratégia mais parecida com a do alvinegro na Copa de Clubes... Mas com um resultado igual ao do rubro-negro no Intercontinental. Jogar contra o Paris Saint-Germain permite a poucos times do mundo fazer o que propôs o Bayern de Munique no jogo de ida da semifinal: responder a uma das forças ofensivas mais poderosas do planeta com outra. Quem não tem Kane e Olise para contrapor a Dembelé e Kvaratskhelia muito provavelmente vai levar cinco gols sem fazer quatro. A quase todos os outros, resta buscar alguma solução defensiva. E não se trata apenas de diferença financeira: o Arsenal, que já tinha um elenco forte, investiu pesado para ser campeão inglês, contratando jogadores de alto nível, como Gyökeres, Eze, Madueke e Zubimendi, que começaram no banco ontem. Em Los Angeles, Renato Paiva posicionou o Botafogo para dificultar as ações pelas pontas e concentrar o jogo pelo meio; e venceu com um contra-ataque espetacular de Igor Jesus. Essa foi a principal semelhança da estratégia de Mikel Arteta, que escalou em Budapeste uma linha de quatro zagueiros – com Mosquera e Hincapié, também chegados nesta temporada; e contou com o gol de Haavertz, nascido de uma pressão sobre Marquinhos, para abrir o placar cedo. Mas (vá saber se pelas lições aprendidas), desta vez Luis Enrique respondeu melhor no segundo tempo. O PSG voltou fazendo mais combinações do que confrontos diretos, e de uma delas saiu o pênalti que gerou o empate. A partir daí, as comparações com o Flamengo ficam mais adequadas, porque foi preciso resistir à pressão também na prorrogação. Em Dubai, o time de Filipe Luís se viu na situação pouco usual de ter apenas 32% de posse e permitir 23 finalizações ao adversário no total da partida – mas só duas se transformaram em chance de gol. O Arsenal teve ainda menos a bola (25%), sofreu quase o mesmo número de chutes no total (21), mas bem mais na direção do alvo (sete). O XG, índice de gols esperados que meu companheiro de coluna e bancada Carlos Eduardo Mansur se esforça para popularizar mas ainda encontra rejeição, ajuda a entender que o PSG, mesmo com tanto domínio, não conseguiu pressionar o suficiente para fazer o segundo: 1,78 numa partida, 1,77 na outra. Mas é claro que um jogo não se explica só com o que as estatísticas mostram nem só com o que a gente vê. Por um ou outro critério, Gabriel Magalhães não perderia o pênalti decisivo. O futebol se tornou o fenômeno que é justamente por ser capaz de desafiar a lógica. O time que joga mais não consegue vencer com bola rolando, o melhor jogador em campo e candidato a maior zagueiro da temporada sai da final com uma lembrança amarga. Não há números nem palavras que expliquem.
Entre PSG e Arsenal, ecos de Botafogo e Flamengo
Os confrontos recentes contra times brasileiros lançaram desafios que o bicampeão da Liga dos Campões da Europa teve de enfrentar novamente
















